
09/11/2005 - 21h41m
Lucro da Vale cresceu 58% nos primeiros nove meses do ano
Globo Online
RIO - A Companhia Vale do Rio Doce teve lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, correspondente a R$ 2,35 por ação. O valor representa um aumento de 18,1% em relação ao resultado do terceiro trimestre de 2004. Em relação trimestre imediatamente anterior, no entanto, houve queda de 22%. O resultado trimestral ficou abaixo das previsões da média do mercado, que giravam em torno de R$ 3 bilhões. Mas, no acumulado nos nove primeiros meses do ano, o ganho é de R$ 7,806 bilhões, o que representa uma alta de 58,2% sobre o mesmo período de 2004, quando o lucro da companhia foi de R$ 4,9 bilhões. O resultado acumulado no ano é quase o dobro do ganho do Bradesco de janeiro a setembro de 2005, de R$ 4,051 bilhões. A receita bruta da empresa no terceiro trimestre foi de R$ 9 bilhões e chegou a R$ 26,1 bilhões no acumulado até setembro. O reajuste dos preços dos produtos vendidos contribuiu com R$ 2,885 bilhões para o aumento da receita no ano, que, no entanto, foi afetada negativamente pela valorização do real. Os investimentos chegaram a R$ 2,3 bilhões nos três primeiros trimestres. O lucro operacional, medido pelo EBITDA (lucro antes de despesas financeiras e impostos) foi de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre, com alta de 24,4% frente ao terceiro trimestre de 2004 e atingiu R$ 10,9 bilhões nos primeiros nove meses do ano. O retorno sobre o patrimônio líquido no terceiro trimestre deste ano foi de 35,9%, contra 38,3% no segundo trimestre. As exportações da mineradora somaram US$ 5,01 bilhões nos nove primeiros meses do ano, 20,1% mais do que no mesmo período do ano passado. As exportações líquidas (exportações menos importações) chegaram a US$ 4,501 bilhões até setembro, 28,4% acima do valor registrado em igual período do 2004. A empresa é a maior exportadora privada do país, responsável por 13,8% do superávit da balança comercial brasileira. Este ano, a Vale do Rio Doce já distribuiu US$ 1,3 bilhão de remuneração aos acionistas.
Fonte:
http://oglobo.globo.com/online/economia/189104054.asp
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