11 Novembro, 2009

Eu adoro almoçar com minha filhinha!


Maria Eduarda
Originally uploaded by Haroldo Kennedy
Como vocês podem ver na imagem, criança gosta de fazer de tudo, de brincar e sujar no parquinho ou "brincar" de ser gente grande, almoçando com guardanapos de pano no colo e tudo mais. Isto tudo eu e minha filha fazemos quando vou a cada 15 dias visitá-la em Caxambu, onde mora com a avó paterna.
Meu almoço preferido mesmo é no Hotel Caxambu. Você se sente como um rei/rainha/princesa/príncipe. Não por estar em companhia tão agradável e meiga, mas a comida de lá é realmente gostosa.
Conheça Caxambu, passeia no Parque das Águas pela manhã e almoce no Hotel Caxambu, o restaurante é aberto ao público. Vale a pena, e quem sabe nos encontramos lá....

08 Novembro, 2009

Museu Inimá de Paula

Conheça o Museu Inimá de Paula, fica na Rua da Bahia, acima da Av.Augusto de Lima. Alí fica uma exposição permanente com a obra deste pintor e um expaço para exposições de outros artistas.

05 Novembro, 2009

A revisão do avião da Air France

Curiosidade lingüística:

Eu não sou especialista na tecnologia da Airbus, a Fly-by-wire da AirBus, mas se ela não permitir que o próprio avião faça a inspeção em si mesmo, creio que a voz passiva teria que ser usada neste título: “Avião que caiu no Oceano Índico foi inspecionado em maio,...”, e não na voz ativa, como foi usado, pois o avião não faz inspeção em si mesmo, exceto o computador propriamente dito!

Imagino que nem com o diploma os jornalistas vão escrever direito se não fizerem uma coisa simples: “revisão”. Antigamente os jornais tinham uma função de revisor. Hoje os erros são muito mais freqüentes, já que as matérias são escritas com muito mais freqüência, o que talvez o papel do revisor ficasse impraticável ou impossível, já que estrangularia todo o processo. Mas a principal dica para que o outro entenda o que se escreve: revisão, revisão, revisão!


O link para a reportagem: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1212749-5602,00-AVIAO+QUE+CAIU+NO+OCEANO+INDICO+FEZ+INSPECAO+EM+MAIO+DIZ+MINISTRO+DO+IEMEN.html

04 Novembro, 2009

Minha foto numa exposição na Alemanha


















A foto acima é uma panorama da exposição de fotos "Mein lieber Schwan!", "Meu amado Cisne!",  selecionadas pelo usuário fotowosch, no mundo Flickr. A foto é esta abaixo:

The Lake of the Swans or Cruzeiro Team Soccer

01 Novembro, 2009

Um homem bom se foi


Uncle Nico
Originally uploaded by Haroldo Kennedy
Homem, pai, tio.

Nós tivemos a sorte de tê-lo por perto durante tantos anos, nosso Nico, como todos o conheciam.

29 Outubro, 2009

Redução da alícota fiscal para a água mineral

Caxambu

As empresas produtoras de água mineral reivindicam na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, um incentivo fiscal para a água mineral, já que sua alíquota é a mesma para bebidas alcoólicas e industrializadas. O tema foi discutido em audiência pública realizada no dia 28/10/2009, naquela casa.

Sendo natural de Caxambu, Minas Gerais, não poderia deixar de escrever esta notícia aqui no nosso blog.

Mas para nós consumidores, já estamos acostumados a não receber nenhuma diferença quando o estado repassa estes incentivos a indústria. Mas uma alternativa é que na própria tampinha viesse o preço sugerido da indústria para o consumidor final, como a Coca-Cola fez com as garrafas pequenas de 150 ml. Uma boa solução para ser implantada junto com a redução da alícota e que a redução da alícota seja realmente dividida com o consumidor final, matando a sede de todos.




referente a: Google (ver no Google Sidewiki)

28 Outubro, 2009

Usabilidade e um modo novo de se pensar em tecnologia

The statement forms the foundation of the Semantic Web. Each statement consists of multiple elements that typically form a triple. The triple consists of a subject, predicate, and object
(e.g., John isType Person). The simplicity belies the aggregated complexity, as a solution combines thousands, even billions of these formal statements.
John Hebeler, página 10, Programando na Web Semântica.


Estou dando continuidade na leitura do livro de um professor daqui de Belo Horizonte, sobre usabilidade, da fundac-bh, pois interrompi para a leitura de outros 3 livros de Steven Pinker, todos sobre neuropsicologia. Um deles é fundamental para o entendimento das possibilidades da Web semântica: “O Instinto da Linguagem” (sobre sintagmas), os outros para o entenimento dos aspectos da usabilidade, apesar de nenhum deles tratar do assunto diretamente. Para este, o autor introduz de maneira didática sem aprofundar no ramo da lingüística, os conceitos de sintagmas. Tendo o conhecimento deles, certamente fica muito mais fácil entender a estrutura de línguas que vão do latim, alemão, inglês, português, ou mesmo o aramaico.
Lembrando que um dos pilares de uma matéria hoje muito aplicada na ciência da computação que é a usabilidade (Do Que É Feito O Pensamento, Como o Cérebro Funciona) passa fundamentalmente pela psicologia cognitiva. O que muitos engenheiros de software de 20 anos atrás tratavam este ramo da ciência (a psicologia em geral) com desconfiança, ceticismo, até desdém. Hoje com os recursos computacionais tendendo cada vez mais a fazer com que a máquina entenda o homem e não o contrário, não há como negar que a psicologia “chegou” até as máquinas. Mas vale lembrar que somente o homem é capaz de tomar decisões morais, ainda vamos precisar dos humanos na frente de computadores analisando muitas coisas da vida cotidiana, por isto a melhoria da tecnologia para que esta tarefa seja prazerosa, se não mais agradável.


Para conhecer este “avanço” e mudança de paradigma em fazer com que a máquina entenda o homem e não o contrário, vá até o site: http://www.realidadeaumentada.com.br/ e imagine as possibilidades.

Aplicaçõe da neuropsicologia:

Em sistemas computacionais:




Na medicina e neuroeducação:

http://irlen.com/index.php?s=what

referente a: Google (ver no Google Sidewiki)

A arte de falar e ouvir e o ouvido humano

O ouvido humano direito, para pessoas destras, escutam melhor as palavras:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/06/24/ouvido-direito-mais-eficiente-indica-estudo-756494029.asp





O lado direito das pessoas é controlado pelo lado esquerdo do cérebro, no caso o lado esquerdo, responsável pela codificação da linguagem, é mais eficiente que o outro lado, responsável porém pela prosódia da linguagem (Prosódia (originário do grego προσωδία) é o estudo do ritmo, entonação e demais atributos correlatos na fala).


Pesquisas da psicóloga Úrsula Bellugi:


“Pessoas normais conhecem melhor palavras projetadas do lado direito do campo visual do que do lado esquerdo, mesmo se for em hebraico, que é escrito da direita para esquerda...[]... Já a discriminação de tons melhora quando eles são tocados no ouvido esquerdo, mais freqüentemente conectado com o hemisfério direito, relacionado a questões espaços-visuais.”

“Quando se pede a alguém que faça sombra à fala de outra pessoa (repetir o que ela diz à medida que vai falando) e, simultaneamente, bata com o dedo da mão direita ou esquerda, custa-lhe mais bater com o dedo direito do que com o esquerdo, por que o dedo direito compete com a linguagem pelos recursos do hemisfério esquerdo.”

Do livro “O instinto da Linguagem”, p. 385, Steven Pinker, Ed. Martins Fontes.

referente a: Google (ver no Google Sidewiki)

Onde erramos ao ouvir idéias ou apresentá-las aos outros

Como sempre gosto de fazer, vou apresentar o texto principal com uma pequena estória tirada do cinema, o autor do livro, a selecionou também, mas em outro exemplo. Este texto e muitos outros estavam na minha coleção de recortes sobre o título amplo: “Onde erramos ao ouvir idéias ou apresentá-las aos outros” que preparo para um dia fazer uma apresentação, talvez numa pequena oficina de criação. Faço isto por mim mesmo, já que sou campeão em não saber apresentá-las direito aos outros, eu tinha que ser bom em alguma coisa aqui nos meus 26 anos...



“...Nossas palavras compõem nossa identidade social tanto quanto nossa aparência e nosso comportamento, portanto uma trama de equívoco de identidade desnuda alguma das maneiras com as quais tentamos encobrir nossas intenções na língua.
Na comédia Tootsi, de 1982, Michael Dorsey (representado por Dustin Hoffman) é um ator desempregado que se disfarça de atriz de meia idade, Dorothy Michaels...” que faz amizade com uma jovem atriz, Julie Nichols (interpretada por Jessica Lange). Michael se apaixona por ela. Numa bate-papo entre as duas, a jovem se solidariza-se com Dorothy, “falando de como é difícil ser solteira nos tempos modernos:

Sabe o que eu queria? Que um cara fosse honesto o suficiente para falar direto para mim, na cara: Olha, sabe, também estou confuso com isso tudo. Eu podia te encher de papo furado, fazer um grande teatro. Mas a verdade pura e simples é está: acho você muito interessante. E gostaria de fazer amor com você”. Simples assim. Não seria um alívio?.

Mais tarde, no filme, um capricho do destino coloca Julie lado a lado de Michael, irreconhecível, num coquetel em Nova York. Michael se aproxima dela no balcão do bar:

Oi. Micke Dorsey. Bela vista, hein? Sabe, eu podia te encher de papo furado. E podíamos ficar fazendo um grande teatro. Mas a verdade pura e simples é que eu te acho muito interessante. E queria fazer amor com você. Si...

E, antes que ele possa dizer “Simples assim”, ela joga um taça de vinho na cara dele e vai embora.”


Uma obra para compreendermos a língua, feita por Paul Grice, “Lógica e conversação”, propõe que o uso da linguagem na conversação possui um racionalidade específica, enraizada na necessidade de os parceiros da conversação cooperarem entre si para transmitir sua mensagem. Os falantes aderem tacitamente a um “princípio de cooperação”, disse ele: eles ajustam suas afirmações para o objetivo e a direção momentâneos da conversa. A operação exige que eles monitorem o conhecimento e as expectativas do interlocutor e prevejam a reação dele a suas palavras. Grice resumiu o Princípio da Cooperação em quatro “máximas” conversacionais, que são os mandamentos que as pessoas seguem tacitamente (ou deviam seguir) para fazer a conversa fluir com eficiência:



Quantidade:

• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] nada menos do que a conversa exige.
• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] nada a mais do que a conversa exige.

Qualidade:

• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] o que você acha ser falso.
• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] coisas para as quais não tem provas.

Modo:

• Não seja obscuro.
• Não seja ambíguo.
• Seja breve.
• Seja organizado.

Relevância:

• Seja relevante.”



Páginas 425-429 de “Do Que É Feito O Pensamento”, Steve Pinker, Cia das Letras. 2008.

referente a: Google (ver no Google Sidewiki)