08/11/2005 - 20h45m
Reuters
NAÇÕES UNIDAS - Quase todos os membros da ONU uniram-se nesta terça-feira,em uma votação realizada na Assembléia Geral da organização, para pressionar os Estados Unidos a levantar o embargo econômico imposto à Cuba há quatro décadas. A resolução, aprovada pelo 14º ano consecutivos, recebeu 182 votos a favor e quatro contra. Houve uma abstenção. No total, 191 países integram a ONU. O texto pede que o governo americano cancele o embargo comercial, financeiro e de viagens imposto à ilha caribenha, particurlamente no que diz respeito às penalidades cotnra empresas estrangeiras que investem em Cuba. Os quatro países que votaram contra a resolução foram EUA, Israel, Palau e as Ilhas Marshall. A Micronésia absteve-se e El Salvador, Iraque, Nicarágua e o Marrocos não estavam presentes. No ano passado, a resolução foi aprovada por 179 votos contra cinco, e um número maior de países recusou-se a votar. Cuba está sob embargo dos EUA desde que o presidente Fidel Castro rechaçou uma investida lançada com o apoio da CIA (agência de inteligência americana), na baía dos Porcos, em 1961. Aliados dos EUA, como Canadá, Japão e Austrália, votaram "sim". A União Européia (UE) também aprovou o texto, mas criticou o desrespeito aos direitos humanos verificado em Cuba. A resolução é apenas uma recomendação e não tem impacto sobre os EUA, cujo atual governo aprofundou as restrições impostas ao país latino-americano. Os contrários ao embargo dizem que a medida não conseguiu promover mudanças em Cuba e que ela permite a Fidel culpar os EUA pelas dificuldades econômicas que o país enfrenta. O ministro cubano das Relações Exteriores, Felipe Perez Roque, lembrou a recente proibição de que os americanos consumam produtos cubanos no exterior, tais como rum ou charutos. - Em termos de insanidade, essa proibição draconiana deveria ir para o livro dos recordes - disse.
Fonte:
http://oglobo.globo.com/online/mundo/189090432.asp
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