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Uma equipe de mergulhadores americanos encontrou o animal a uma profundidade de 2.300m, a uma distância de 1.500 km ao Sul da Ilha de Páscoa.
Aparentemente, o crustáceo vive em uma área onde fica exposto a águas térmicas que carregam fluidos tóxicos.
Michel Segonzac, do Instituto Francês para Exploração Marítima, explicou à rede britânica BBC que as patas peludas contêm muitos filamentos de bactérias, que, provavelmente, protegem o Kiwa hirsuta de substâncias venenosas presentes na água.
Cientistas levantam também outra hipótese: a de as bactérias servirem de alimento para o animal. Mas, segundo a equipe observou, seu comportamento é, em geral, carnívoro. Segonzac afirma que chegou a ver o animal lutando com dois caranguejos por um pedaço de camarão.
Além da característica classificada como surpreendente pelos pesquisadores, o crustáceo também é cego. No local onde ficariam os olhos, foi encontrado um ''vestígio de membrana''.
Apesar de uma legião de espécies inéditas ser encontrada todos os anos, especialistas realçam que uma descoberta que inaugure uma nova família é muito rara.
A expedição foi organizada por Robert Vrijenhoek, do Monterey Bay Aquarium Research Institute, na California.
Fonte:
http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/internacional/2006/03/08/jorint20060308004.html
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