Inclui o texto abaixo neste blog e daqui há alguns dias incluirei meu comentário aqui. Tentarei escreve os motivos que me levaram a desistir do meu curso de engenharia. Um dos motivos foi eu ter vergonha de ser quem eu sou, meu modo de agir e ser. Sempre tive mêdo de ser o "esquisito" com um diploma de engenharia. Hoje eu sou apenas o "esquisito" SEM diploma algum.
25/09/2005 - 09h09
Superprofissional dissimula vida própria
RAQUEL BOCATO da Folha de S.Paulo
Típico super-herói, com MBA e especializações, que domine ao menos dois idiomas estrangeiros, trabalhe cerca de 14 horas por dia e abdique dos horários de almoço. Este é o profissional dos sonhos de diversas empresas: um trabalhador com boa bagagem teórica e muita experiência no mercado. E, claro, sem sinais de defeito.As exigências do mercado de trabalho estão delineando um novo profissional, que tem se distanciado de seus desejos para manter-se "empregável": matricula-se em especializações pelas quais não tem interesse, desenvolve habilidades que não são prioritárias e abandona a vida pessoal pelo trabalho. É o caso, por exemplo, de quem faz MBA só para dizer que tem esse curso no currículo.As conseqüências disso, no entanto, impactam na qualidade de vida do trabalhador e, inclusive, quebram suas fronteiras éticas. O pior caso, segundo especialistas, é quando o profissional, que possui títulos e projeta uma imagem de sucesso, não se mostra competente em simples tarefas diárias.A especialista em marketing N.N., 27, e a administradora de empresas Ivete Santos, 36, sabem o que é isso: tiveram projetos "roubados" por superiores que queriam mostrar-se infalíveis aos olhos dos presidentes. "Fiz um plano de relacionamento com empresas durante uma reestruturação interna. A pessoa que assumiu a área não tinha experiência e expôs ao superior o planejamento que fiz como se fosse dela", lembra N.N., que está há quatro meses no cargo de analista de marketing e já pensa em trocar de posto."Minha chefe descartava as sugestões que eu fazia diante da equipe, mas, depois, as apresentava para o dono da firma como se fossem dela", conta Santos.Responsáveis"Há uma cobrança por resultados --que vem da pressão externa por lucratividade e competitividade-- à qual estão submetidas as empresas", diz Luiz Cortoni, professor da Fundação Vanzolini.Para Alvaro Augusto Comin, docente de sociologia da USP, as exigências das empresas têm sido maiores pelo descompasso entre o número de postos de trabalho e a quantidade de mão-de-obra que está disponível no mercado."As firmas vão elevando os pré-requisitos para a contratação", opina. "A falta de uma política de geração de empregos, a não ampliação do sistema público de ensino e a abertura do mercado para instituições de baixa qualidade são as culpadas pela imposição de um novo perfil de trabalhador."Mea culpaAs cobranças para ficar até mais tarde não vinham do empregador da contadora Arlete Amoroso, 28. Era a pressão sobre si mesma o que mais influía no seu dia-a-dia. "Nunca saía do trabalho antes das 20h. Mesmo em licença-maternidade, antes de meu filho nascer, ia sempre para a empresa", lembra.Segundo a contadora, não era uma demanda dos superiores, mas algo imposto por ela. Só reduziu a jornada após dar à luz. "Quando voltei ao trabalho, marcaram uma reunião às 17h. Negociei: como sairia em meia hora, pedi que fosse às 16h. Não fico na empresa após o expediente e dou conta do serviço nesse período."
FONTE:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/empregos/ult1671u2460.shtml
Este é o lugar onde eu escrevo o que realmente penso e sinto, pois eu nunca mais vou dizer o que realmente penso e sinto.
28 setembro, 2005
26 setembro, 2005
Sobre a virtude ou o vício
"O Vício corrige melhor do que a virtude. Suporte um viciado e
você tomará horror ao vício. Suporte um virtuoso e logo você
odiará a virtude inteira."
Tony Duvert
Abecedário Malévolo
23 setembro, 2005
Se podemos dificultar, porque simplificar?
Por que falamos como idiotas Livro:

Why Business People Speak Like Idiots: A Bullfighter’s Guide
Autor: Brian Fugere, Chelsea Hardaway & Jon Warshawsky
Por que falamos como idiotas
Por Tiago Lethbridge.
Publicado originalmente na revista Exame, em 06/06/2005.
Basta entrar numa empresa para ouvir uma língua que usa muitas palavras – mas não diz nada Leia com atenção o diálogo a seguir: – Precisamos adotar as melhores práticas. – Mas com foco no cliente? – É claro! Sem isso, perderíamos nossa vantagem competitiva, afetando o bottomline no longo prazo. – Mas, se não nos alinharmos aos stakeholders, vamos deixar de estar agregando valor ao negócio. Se você não percebeu que essa conversa é apenas um amontoado de jargões gastos, palavras vazias e frases sem o menor sentido, cuidado. Se essas expressões fazem parte do seu vocabulário, então, talvez o caso seja grave. Você pode ser vítima de uma das maiores pragas do mundo dos negócios: falar como um idiota. A comunicação transparente nunca foi tão importante para a sobrevivência das empresas. E, paradoxalmente, nunca tantos usaram tantas palavras para dizer tão pouco. Até recentemente esse assunto era tema de piadas. Neste ano, no entanto, Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky, três consultores da Deloitte, lançaram um livro que se propõe a estudar seriamente o tema: Why Business People Speak Like Idiots (Por que os homens de negócio falam como idiotas, sem previsão de lançamento no Brasil). Os executivos de hoje falam de maneira evasiva, argumentam os autores, especialmente quando suas empresas têm notícias ruins a dar aos acionistas. No Brasil, há uma agravante. Nossos homens de negócios importam termos usados pelos americanos sem nem tentar traduzi-los. Como resultado, surgem preciosidades como os verbos upgradear, deliverar ou performar -- inexistentes em qualquer dicionário digno do nome. “A baboseira se tornou a língua dos negócios”, escrevem os consultores da Deloitte. Rareiam executivos que sabem se comunicar com clareza, como Jack Welch, o ex-presidente da GE, ou Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Quando os presidentes capricham no discurso rebuscado, entra em ação uma espécie de lei da gravidade, descrita pelo palestrante e ex-colunista de EXAME Max Gehringer: “Os diretores querem falar como os presidentes; os gerentes, como os diretores; os supervisores, como os gerentes; os trainees, como os supervisores; e os estudantes, como os trainees”. Uma boa amostra pode ser colhida no programa de TV O Aprendiz, apresentado por Donald Trump nos Estados Unidos e por Roberto Justus no Brasil. Os candidatos, recém-formados, papagueiam expressões ocas como agregar valor, alinhar ou movido a resultados. “O idiota quer parecer esperto e, para isso, abusa de palavras pomposas”, escrevem os autores do livro. Curioso notar que ninguém fala desse jeito quando não está trabalhando. Como no livro O Médico e o Monstro, de R.L. Stevenson, o funcionário cultiva personalidades distintas dentro e fora do escritório. É difícil imaginar, por exemplo, um gerente de RH que proponha à namorada um relacionamento com mais “foco no resultado”. Quando o funcionário cruza a porta de entrada da empresa, no entanto, seu vocabulário se transforma -- e se afasta do idioma das ruas. Por que a linguagem dos negócios se tornou tão maçante? Há alguns motivos. Faculdades de administração, MBAs, gurus e consultores passaram os últimos 20 anos reinventando velhos conceitos e dando-lhes novos nomes. “Nenhum consultor vai propor analisar os produtos de uma empresa, mas, sim, um realinhamento estratégico do portfólio”, diz Gehringer. Passados os anos, termos como reengenharia, downsizing ou networking se entranharam no bê-á-bá empresarial. A onda mundial do politicamente correto, responsável por transformar anões em “indivíduos verticalmente prejudicados”, também deixou cicatrizes nas empresas. Funcionário, chefe e produto, por exemplo, são termos banidos do dicionário. Hoje chamam-se colaborador, líder e soluções disponibilizadas. “Quando um departamento de RH chama o funcionário de colaborador ou associado, quase sempre quer esconder sua incompetência”, diz Joaquim Patto, diretor da consultoria Mercer. Tecnologias como o PowerPoint, com seus templates, também só ajudam a pasteurizar ainda mais a linguagem. Não é fácil sair dessa situação, em que uns fingem que falam e outros fingem que entendem. Sem uma mudança de paradigma, vamos estar falando como idiotas por um bom tempo.
Fonte: Revista Exame.
Comentário:
Sempre fui a favor de uma linguagem simples, não afetada pelos modismos. Mas nunca deixei de usar a palavra certa conforme a sua própria etimologia. Uma das que tive fazer esta mudança foi paradigma. Apesar desta sempre ter me acompanhado nos meus estudos e aprendizados durante minha vida. Tive que fazer não por vergonha de usá-la, mas simplesmente por tentar não afugentar o meu leitor, pois a palavra "paradigma" foi muito usada e ficou em descrédito, qualquer texto que a citasse, já seria visto também da mesma forma. Uma outra palavra que ficou muito desgastada foi: "estado da arte". As duas levam nossos colegas ao desespero, pois projetos mal sucedidos que vinham com as mesmas não se saíram tão bem assim, conforme prometido. Outro exemplo de uso do idioma inglês para tentar melhorar a imagem de uma área, foi quando vi o uso do texto: “site tecnológico administrativo”, ou invés do comum “setor tecnológico administrativo”, conforme o próprio texto explica, certamente está tentando encobrir alguma falta. O texto acima, logo no finalzinho usa a palavra "paradigma", será que também não poderíamos substituí-la?

Why Business People Speak Like Idiots: A Bullfighter’s Guide
Autor: Brian Fugere, Chelsea Hardaway & Jon Warshawsky
Por que falamos como idiotas
Por Tiago Lethbridge.
Publicado originalmente na revista Exame, em 06/06/2005.
Basta entrar numa empresa para ouvir uma língua que usa muitas palavras – mas não diz nada Leia com atenção o diálogo a seguir: – Precisamos adotar as melhores práticas. – Mas com foco no cliente? – É claro! Sem isso, perderíamos nossa vantagem competitiva, afetando o bottomline no longo prazo. – Mas, se não nos alinharmos aos stakeholders, vamos deixar de estar agregando valor ao negócio. Se você não percebeu que essa conversa é apenas um amontoado de jargões gastos, palavras vazias e frases sem o menor sentido, cuidado. Se essas expressões fazem parte do seu vocabulário, então, talvez o caso seja grave. Você pode ser vítima de uma das maiores pragas do mundo dos negócios: falar como um idiota. A comunicação transparente nunca foi tão importante para a sobrevivência das empresas. E, paradoxalmente, nunca tantos usaram tantas palavras para dizer tão pouco. Até recentemente esse assunto era tema de piadas. Neste ano, no entanto, Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky, três consultores da Deloitte, lançaram um livro que se propõe a estudar seriamente o tema: Why Business People Speak Like Idiots (Por que os homens de negócio falam como idiotas, sem previsão de lançamento no Brasil). Os executivos de hoje falam de maneira evasiva, argumentam os autores, especialmente quando suas empresas têm notícias ruins a dar aos acionistas. No Brasil, há uma agravante. Nossos homens de negócios importam termos usados pelos americanos sem nem tentar traduzi-los. Como resultado, surgem preciosidades como os verbos upgradear, deliverar ou performar -- inexistentes em qualquer dicionário digno do nome. “A baboseira se tornou a língua dos negócios”, escrevem os consultores da Deloitte. Rareiam executivos que sabem se comunicar com clareza, como Jack Welch, o ex-presidente da GE, ou Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Quando os presidentes capricham no discurso rebuscado, entra em ação uma espécie de lei da gravidade, descrita pelo palestrante e ex-colunista de EXAME Max Gehringer: “Os diretores querem falar como os presidentes; os gerentes, como os diretores; os supervisores, como os gerentes; os trainees, como os supervisores; e os estudantes, como os trainees”. Uma boa amostra pode ser colhida no programa de TV O Aprendiz, apresentado por Donald Trump nos Estados Unidos e por Roberto Justus no Brasil. Os candidatos, recém-formados, papagueiam expressões ocas como agregar valor, alinhar ou movido a resultados. “O idiota quer parecer esperto e, para isso, abusa de palavras pomposas”, escrevem os autores do livro. Curioso notar que ninguém fala desse jeito quando não está trabalhando. Como no livro O Médico e o Monstro, de R.L. Stevenson, o funcionário cultiva personalidades distintas dentro e fora do escritório. É difícil imaginar, por exemplo, um gerente de RH que proponha à namorada um relacionamento com mais “foco no resultado”. Quando o funcionário cruza a porta de entrada da empresa, no entanto, seu vocabulário se transforma -- e se afasta do idioma das ruas. Por que a linguagem dos negócios se tornou tão maçante? Há alguns motivos. Faculdades de administração, MBAs, gurus e consultores passaram os últimos 20 anos reinventando velhos conceitos e dando-lhes novos nomes. “Nenhum consultor vai propor analisar os produtos de uma empresa, mas, sim, um realinhamento estratégico do portfólio”, diz Gehringer. Passados os anos, termos como reengenharia, downsizing ou networking se entranharam no bê-á-bá empresarial. A onda mundial do politicamente correto, responsável por transformar anões em “indivíduos verticalmente prejudicados”, também deixou cicatrizes nas empresas. Funcionário, chefe e produto, por exemplo, são termos banidos do dicionário. Hoje chamam-se colaborador, líder e soluções disponibilizadas. “Quando um departamento de RH chama o funcionário de colaborador ou associado, quase sempre quer esconder sua incompetência”, diz Joaquim Patto, diretor da consultoria Mercer. Tecnologias como o PowerPoint, com seus templates, também só ajudam a pasteurizar ainda mais a linguagem. Não é fácil sair dessa situação, em que uns fingem que falam e outros fingem que entendem. Sem uma mudança de paradigma, vamos estar falando como idiotas por um bom tempo.
Fonte: Revista Exame.
Comentário:
Sempre fui a favor de uma linguagem simples, não afetada pelos modismos. Mas nunca deixei de usar a palavra certa conforme a sua própria etimologia. Uma das que tive fazer esta mudança foi paradigma. Apesar desta sempre ter me acompanhado nos meus estudos e aprendizados durante minha vida. Tive que fazer não por vergonha de usá-la, mas simplesmente por tentar não afugentar o meu leitor, pois a palavra "paradigma" foi muito usada e ficou em descrédito, qualquer texto que a citasse, já seria visto também da mesma forma. Uma outra palavra que ficou muito desgastada foi: "estado da arte". As duas levam nossos colegas ao desespero, pois projetos mal sucedidos que vinham com as mesmas não se saíram tão bem assim, conforme prometido. Outro exemplo de uso do idioma inglês para tentar melhorar a imagem de uma área, foi quando vi o uso do texto: “site tecnológico administrativo”, ou invés do comum “setor tecnológico administrativo”, conforme o próprio texto explica, certamente está tentando encobrir alguma falta. O texto acima, logo no finalzinho usa a palavra "paradigma", será que também não poderíamos substituí-la?
22 setembro, 2005
Cuidado com o que se deseja!
Eu prefiro a ignorancia das pessoas mais humildes e pobres (não de espírito, na maioria das vezes), do que a indiferença da classe média. E infelizmente esta classe média de quem se refere estas palavras, são aquelas que sento ao lado, passo por elas pelos corredores, na cantina, das reuniões de onde já se sabe o resultado da ata, de todos os encontros para melhorar o clima organizacional, etc...
Nunca fui de... Ops... Espere, houve um tempo em sempre quis fazer parte da turma. Nesta primeira tentativa eu ainda era criança, me lembro bem, morava ainda em Itapecerica, próximo de Divinópolis. Eu e minha família moramos lá apenas 6 meses. Depois voltamos novamente para Caxambu, minha cidade natal. Mais seis meses, fomos morar em Divinópolis, isto já era o ano de 1975. Espere, saltei a melhor parte, quando nós morávamos em São Sebastião do Paraiso, era o ano de 1972. Estudava com meu irmão gêmeo, Álvaro. Mas não sei o porque, não havia aquela relação de proximidade com ele. Talvez ele quisesse um irmão menos comportado. Por isso que mesmo nas férias que passávamos em Caxambu, ele era mais companheiro do meu primo, o Fernandinho. E quando nosso primos do Rio de Janeiro também estavam de férias em Caxambu, eles faziam um grupo só. Eu não me encaixava no grupo. Me lembro uma vez na piscina do parque, que brincando de "pique" (uma brincadeira de correr e esconder), cai no chão molhado da piscina. A dor era insuportável. Mas mesmo assim eles me fizeram tentar levantar, mas não conseguia faze-los entender que eu não estava fingindo. Então me deixaram lá no chão sem ajuda, até que apareceu alguém que perguntou o que eu tinha. Expliquei a situação. Ele chamou meu irmão e meus primos que por sua vez, chamaram meu pai. Lembro-me que meu pai me carregou para fora do parque e pegou uma charrete de passeio (custume local), que nos levou para casa. Passei estas férias com o pé esquerdo enfaixado. Como se eu tivesse destroncado o pé. A dor continuou pelos próximos dias, até que somente em São Sebastião do Paraíso, minha mãe me levou para o Hospital local. Lá foram tiradas outras radiografias, que constataram que o pé esquerdo estava quebrado. Já saí de lá com o pé engessado.
No meu primeiro dia de aula, não me lembro como cheguei ao colégio, mas me lembro que usava pernas de pau. Não conseguia imaginar até quando eu teria que usar aquelas coisas. Fiquei ansioso só de pensar como iria fazer para ir e vir do colégio todos os dias.
Não me lembro de minha infância de um episódio mais alegre do que quando no primeiro dia de aula, um colega bem maior do que eu, me pegou e colocou em seus ombros e me levou para casa. Minha melhor sensação de afeto humano recebido que me lembro, somente superado pelo que hoje minha filha me dá, mesmo quando ela está dormindo, pois somente a presença dela me afaga.
Falando de sensações, as duas piores que me lembro, foram uma em São Sebastião do Paraíso e outra depois em Itapeceriaca. Ña escola em São Sebastião do Paraíso, tinha uma professora, que não me lembro o nome. Certo dia em sala de aula, ela não gostava que os alunos conversassem em sala de aula. Naquele dia eu estava pedindo lápis de cor para um colega ao lado. Como não queria falar e o som chamar a atenção da professora, resolvi escrever um bilhete e passar para este colega. Passei o bilhete para ele com o pedido. Gando estava entregando o mesmo, este colega chamou a professora e disse que eu o estava importunando. Quando notei a intensão dele, ainda estava com a metade do bilhete na minha mão e a outra na mão dele. O que ocorreu então foi a divisão do tal bilhete em dois. Com a primeira metade do mesmo em suas mãos, a professora veio e me pediu o pedaço de bilhete e passou um "sabão" em mim. Ela disse que não queria ser interrompida novamente. Passados alguns minutos, o meu colega de modo inusitado, chamou a professora e disse que eu lhe havia passado outro bilhete, contrariando assim a sua ordem. Mas era apenas a metade do primeiro bilhete que já estava nas mãos do aluno fingido. Ela correu na direção dele, pegou o bilhete, e fez com que eu engolisse o bilhete, e apesar de eu insistir em dizer que não era "outro" bilhete, mas a metade do primeiro.
Outro episódio, foi quando morava em Itapecerica. Minha avó nos havia presentiado com umas miniaturas de carrinho de ferro. Eu estava com um na minha mão e quando vi meu irmão com um colega dele, corri em direção dos dois e mostrei-lhes com a palma da mão aberta, o carrinho sobre ela. Mal havia acabado de pronunciar minhas palavras de satisfação, o amigo de meu irmão deu um tapa sobre minha mão, jogando assim o carrinho longe. Quando o peguei novamente, ele estava todo arranhado pela queda ao chão. Mesmo depois de adulto, vejo que tenho que segurar minhas emoções, mesmo quando elas estão para explodir de satisfação ou alegria.
Não são só as crianças que tem inveja da felicidade dos outros, os adultos são piores. Principalmente quando se está no trabalho. Numa época em que o trabalho é pouco recompensador e não só no ponto de vista econômico, gostar do que faz deve ser difícil para muita gente, ver alguém trabalhar feliz, deve ser muito mais difícil de suportar, é a única explicação para que eu tenho para o modo de agir de muitos que trabalham comigo.
Diria que aprender a gostar do que se faz é uma tarefa impossível de se aprender numa faculdade, não existe nem mesmo uma cadeira que nos dê uma nota sobre isto.
Não adianta dizer que a média das notas em sala de aula é diretamente proporcional ao gosto da profissão escolhida.
Depois de passar por situações que meus coordenadores tentarem me humilhar, uma das máscaras que eu assumo que uso e mostro o porque, é não expressar alegria nas pequenas coisas que faço diariamente. Expressar felicidade incomoda!!! Principalmente para quem não tem!!!
Minha alegria no que façao é parecido com o carrinho que ganhei de presente, se mostrar esta alegria, haverá alguém incomodado. Se você que ler este texto disser que "por que se incomodar com que o outro pensa?", lhe digo, não sei a razão, mas me sinto melhor não mostrando esta alegria. Foi a opção que escolhi.
Quando escolhi fazer minha análise, numa analistas com credenciais para isto, escolhi faze-la ao invés de concluir meu curso de engenharia, que tanto gosto, meu sonho desde criança. Talvez eu a conclua depois que sair do meu emprego atual.
Me escondo atrás de mim mesmo. Nunca escolhi entrar em grupinhos de papo de futebol, sexo (digo sexo, e não sobre mulheres), drogas, músicas, política, etc...
Sei que nunca vou ocupar um cargo de engenheiro, analista, ou muito menos o que sempre quis, te programador, um volega valorizado. Mas por que seria valorizado, se até mesmo TODOS que me rodeiam buscam a mesma coisa? É um mal sinal. Se estes estão nesta busca, de fato isto TAMBÉM deve assolá-los numa angustia profunda. O que me faz imaginar que em seus círculos de relacionamento, isto o que eu sinto, também os aflige. Como conseqüência lógica, nos faz pensar que quanto mais alto se chega na pirâmide social, menos reais são os relacionamentos.
Não acretido em elogios baratos, estes são feitos para te deixar estagnado ou para ser explorado. Sinto que não sou daqui, serei um eterno estrangeiro.
Talves minha escolha seja a sintese de uma frase chinesa: "Cuidado com o que se deseja!". Se diminuirmos nossa expectativa, diminuimos nossa ansiedade, se perdemos, perdemos pouco. Se vivemos, e se é que isto é vida, vivemos pouco.
Nunca fui de... Ops... Espere, houve um tempo em sempre quis fazer parte da turma. Nesta primeira tentativa eu ainda era criança, me lembro bem, morava ainda em Itapecerica, próximo de Divinópolis. Eu e minha família moramos lá apenas 6 meses. Depois voltamos novamente para Caxambu, minha cidade natal. Mais seis meses, fomos morar em Divinópolis, isto já era o ano de 1975. Espere, saltei a melhor parte, quando nós morávamos em São Sebastião do Paraiso, era o ano de 1972. Estudava com meu irmão gêmeo, Álvaro. Mas não sei o porque, não havia aquela relação de proximidade com ele. Talvez ele quisesse um irmão menos comportado. Por isso que mesmo nas férias que passávamos em Caxambu, ele era mais companheiro do meu primo, o Fernandinho. E quando nosso primos do Rio de Janeiro também estavam de férias em Caxambu, eles faziam um grupo só. Eu não me encaixava no grupo. Me lembro uma vez na piscina do parque, que brincando de "pique" (uma brincadeira de correr e esconder), cai no chão molhado da piscina. A dor era insuportável. Mas mesmo assim eles me fizeram tentar levantar, mas não conseguia faze-los entender que eu não estava fingindo. Então me deixaram lá no chão sem ajuda, até que apareceu alguém que perguntou o que eu tinha. Expliquei a situação. Ele chamou meu irmão e meus primos que por sua vez, chamaram meu pai. Lembro-me que meu pai me carregou para fora do parque e pegou uma charrete de passeio (custume local), que nos levou para casa. Passei estas férias com o pé esquerdo enfaixado. Como se eu tivesse destroncado o pé. A dor continuou pelos próximos dias, até que somente em São Sebastião do Paraíso, minha mãe me levou para o Hospital local. Lá foram tiradas outras radiografias, que constataram que o pé esquerdo estava quebrado. Já saí de lá com o pé engessado.
No meu primeiro dia de aula, não me lembro como cheguei ao colégio, mas me lembro que usava pernas de pau. Não conseguia imaginar até quando eu teria que usar aquelas coisas. Fiquei ansioso só de pensar como iria fazer para ir e vir do colégio todos os dias.
Não me lembro de minha infância de um episódio mais alegre do que quando no primeiro dia de aula, um colega bem maior do que eu, me pegou e colocou em seus ombros e me levou para casa. Minha melhor sensação de afeto humano recebido que me lembro, somente superado pelo que hoje minha filha me dá, mesmo quando ela está dormindo, pois somente a presença dela me afaga.
Falando de sensações, as duas piores que me lembro, foram uma em São Sebastião do Paraíso e outra depois em Itapeceriaca. Ña escola em São Sebastião do Paraíso, tinha uma professora, que não me lembro o nome. Certo dia em sala de aula, ela não gostava que os alunos conversassem em sala de aula. Naquele dia eu estava pedindo lápis de cor para um colega ao lado. Como não queria falar e o som chamar a atenção da professora, resolvi escrever um bilhete e passar para este colega. Passei o bilhete para ele com o pedido. Gando estava entregando o mesmo, este colega chamou a professora e disse que eu o estava importunando. Quando notei a intensão dele, ainda estava com a metade do bilhete na minha mão e a outra na mão dele. O que ocorreu então foi a divisão do tal bilhete em dois. Com a primeira metade do mesmo em suas mãos, a professora veio e me pediu o pedaço de bilhete e passou um "sabão" em mim. Ela disse que não queria ser interrompida novamente. Passados alguns minutos, o meu colega de modo inusitado, chamou a professora e disse que eu lhe havia passado outro bilhete, contrariando assim a sua ordem. Mas era apenas a metade do primeiro bilhete que já estava nas mãos do aluno fingido. Ela correu na direção dele, pegou o bilhete, e fez com que eu engolisse o bilhete, e apesar de eu insistir em dizer que não era "outro" bilhete, mas a metade do primeiro.
Outro episódio, foi quando morava em Itapecerica. Minha avó nos havia presentiado com umas miniaturas de carrinho de ferro. Eu estava com um na minha mão e quando vi meu irmão com um colega dele, corri em direção dos dois e mostrei-lhes com a palma da mão aberta, o carrinho sobre ela. Mal havia acabado de pronunciar minhas palavras de satisfação, o amigo de meu irmão deu um tapa sobre minha mão, jogando assim o carrinho longe. Quando o peguei novamente, ele estava todo arranhado pela queda ao chão. Mesmo depois de adulto, vejo que tenho que segurar minhas emoções, mesmo quando elas estão para explodir de satisfação ou alegria.
Não são só as crianças que tem inveja da felicidade dos outros, os adultos são piores. Principalmente quando se está no trabalho. Numa época em que o trabalho é pouco recompensador e não só no ponto de vista econômico, gostar do que faz deve ser difícil para muita gente, ver alguém trabalhar feliz, deve ser muito mais difícil de suportar, é a única explicação para que eu tenho para o modo de agir de muitos que trabalham comigo.
Diria que aprender a gostar do que se faz é uma tarefa impossível de se aprender numa faculdade, não existe nem mesmo uma cadeira que nos dê uma nota sobre isto.
Não adianta dizer que a média das notas em sala de aula é diretamente proporcional ao gosto da profissão escolhida.
Depois de passar por situações que meus coordenadores tentarem me humilhar, uma das máscaras que eu assumo que uso e mostro o porque, é não expressar alegria nas pequenas coisas que faço diariamente. Expressar felicidade incomoda!!! Principalmente para quem não tem!!!
Minha alegria no que façao é parecido com o carrinho que ganhei de presente, se mostrar esta alegria, haverá alguém incomodado. Se você que ler este texto disser que "por que se incomodar com que o outro pensa?", lhe digo, não sei a razão, mas me sinto melhor não mostrando esta alegria. Foi a opção que escolhi.
Quando escolhi fazer minha análise, numa analistas com credenciais para isto, escolhi faze-la ao invés de concluir meu curso de engenharia, que tanto gosto, meu sonho desde criança. Talvez eu a conclua depois que sair do meu emprego atual.
Me escondo atrás de mim mesmo. Nunca escolhi entrar em grupinhos de papo de futebol, sexo (digo sexo, e não sobre mulheres), drogas, músicas, política, etc...
Sei que nunca vou ocupar um cargo de engenheiro, analista, ou muito menos o que sempre quis, te programador, um volega valorizado. Mas por que seria valorizado, se até mesmo TODOS que me rodeiam buscam a mesma coisa? É um mal sinal. Se estes estão nesta busca, de fato isto TAMBÉM deve assolá-los numa angustia profunda. O que me faz imaginar que em seus círculos de relacionamento, isto o que eu sinto, também os aflige. Como conseqüência lógica, nos faz pensar que quanto mais alto se chega na pirâmide social, menos reais são os relacionamentos.
Não acretido em elogios baratos, estes são feitos para te deixar estagnado ou para ser explorado. Sinto que não sou daqui, serei um eterno estrangeiro.
Talves minha escolha seja a sintese de uma frase chinesa: "Cuidado com o que se deseja!". Se diminuirmos nossa expectativa, diminuimos nossa ansiedade, se perdemos, perdemos pouco. Se vivemos, e se é que isto é vida, vivemos pouco.
02 setembro, 2005
Erros e Fraudes
Este texto dedica-se a todos os que se indignaram e se indignam com pequenos erros, cometidos sem má fé, mas que podem eventualmente levar-nos a uma compreensão errônea de certos fatos e que poderiam permanecer sem correção por muito tempo, e talvez, gerando outros erros ainda. E que dessa indignação, não deve ser levada a cunho pessoal contra os que cometeram o(s) erro(s) – quanto as fraudes, que seja feita justiça - pois logo abaixo explico as situações, com ajuda do ensaísta americano, Stephan Jay Gould, o economista italiano, Vilfredo Pareto.
Lembrando que existe a diferença entre o erro e a fraude. Conforme uma passagem de ensaísta, Gold:
“A fraude é patológica do ponto de vista social e psicológico, embora a ciência deva aprender a policiar-se. O erro é um subproduto inevitável da ousadia – ou de qualquer esforço concentrado. Querer combate-lo seria o mesmo que aprovar uma lei proibindo as pessoas de urinar depois de beber cerveja”. Página 111 de “Dedo mindinho e seus visinhos”, São Paulo, Cia das Letras, 1993.
Nem todos os leitores perspicazes são os mesmos que levam a cabo a elucidação destes mesmos erros, pois como Descartes insistiu em que se escrevesse em sua lápide: “Vive bem, quem esconde bem”. Ou seja, desde a antiguidade a consciência de que expor idéias é também correr riscos. É sabido que tanto Isaac Newton, na física, e Charles Darwin, na biologia, sabiam do tamanho da mudança de pensamento que suas teorias iriam infringir em seus tempos, é não foi por menos que o primeiro levou 30 anos antes de publicar suas idéias, e o segundo, 20 anos. E o que é mais importante, principalmente em relação a Isaac Newton, ele não queria aparecer para não perder os rendimentos que recebia mensalmente, contratado como professor, recebendo como tal, mas sendo um pesquisador, situação conhecida como sinecurismo*.
Os erros podem ser classificados em categorias. A primeira categoria, os erros factuais, os baseados em premissas teóricas que se revelaram falsas ou exageradas. A segunda categoria, os erros de julgamento, que na verdade, são os erros de cálculo político. A terceira categoria:
“... que talvez seja a mais reveladora, compreende os erros que a maioria de nós não reconhece porque nós próprios também costumamos cometê-los. Vamos chamá-los de erros de convenção impensada. Incluo aqui a repetição passiva de suposições culturais generalizadas feita de modo tão automático, ou tão profunda e silenciosamente incorporada à estrutura de um argumento, que mal conseguimos detectar sua presença”. Ibsen, página 113.
Uma pessoa para conseguir elucidar as questões acima precisa ter algumas características básicas: grande intelecto, percepção aguçada e interesses variados, e o principal, não se deixar menosprezar sobre a falta de uma formação acadêmica na área versada, pois tê-la também, não garante a integridade moral, a integridade da idéia em si, nem mesmo a integridade intelectual e penhor de sabedoria.
O objetivo central deste texto é deixar a mensagem que, por mais que possa existir um nível de hierarquia numa grande empresa, uma questão prática urge de se dizer: “conselho se fosse bom ninguém dava, vendia”, pela máxima popular. E no lugar da palavra “conselho”, a substituiremos, pela palavra “sugestão”. E disso vem à história abaixo:
A nossa empresa tenta nos últimos anos, conviver com um dilema, a competição acelerada por projeção profissional, e o dever de se trabalhar em equipe. Nestes dois pólos, temos que conviver com um clima de enxugamento do quadro de empregados, a documentação dos processos, as transcrições deles para um padrão, o trabalho em equipe, que necessariamente deveria levar o executor das tarefas a ser ouvido, nem que seja para fazer um refinamento do assunto. Esse refinamento, informal através de sugestões na forma de diálogo, ou numa maneira mais formal, existindo para isto um documento próprio. Mas o que experimento de fato e vejo entre os meus colegas é exatamente o contrário. Relato este por mera questão de ter chegado a um ponto de desistir de fazer as sugestões, mas não antes de me explicar o por quê. O engessamento institucional foi decretado pela própria existência de um fato: geralmente o gerente escolhe um assistente que seja menos polêmico e mais conciliador. E como a vida é um grande jogo, nosso senso comum logo rastreia estas características básicas de prêmio e punição. A iniciativa de não se levar qualquer questão para ser resolvida, como uma sugestão, para uma outra área, será antecipadamente reprimida, pois isto, logo verá tratado com repugnância pela área “afetada”, e o que era de início era uma sugestão, será tratado como um problema trazido. Tolhendo futuramente quaisquer iniciativas, pois o saldo será uma imagem desgastada, já que é uma questão pequena, não merecendo entrar na categoria de “custo x benefício” aceitável.
O fato:
Há alguns anos minha estação de trabalho de desenvolvedor – ou todas as estações de desenvolvedor – são configuradas com uma “imagem”, no jargão da informática, um conjunto básico de ferramentas e de sistema operacional. E esta imagem vem sendo instalada com o “Visual Studio 6”, com o aplicativo “Source Safe” como aplicativo “servidor” e não como aplicativo “cliente”. Depois de um bom tempo, entendi a situação e levei a sugestão para o pessoal que faz a instalação destas imagens. Mas me foi solicitado que eu passasse esta alteração de procedimento para o meu supervisor, pois SEM a autorização do mesmo, a sugestão não seria aplicada, e pelo que eu entendi, muito menos aceita como uma possível abstração de pensamento para que a concretude da mesma fosse avaliada antes mesmo de uma formalização documentada. Lembrando nosso ex-presidente Tancredo Neves, que disse uma vez que “em Minas Gerais, não se faz uma reunião sem antes saber o que se vai decidir”. Mas isto significa duas coisas: a sugestão de um técnico não tem expressão em sua percepção, mas se fosse uma ordem de um gerente, isto seria levado em conta, mesmo que este gerente não usasse o aplicativo em hipótese alguma. Não duvido que todos os que tiveram suas estações passadas pelo procedimento de configuração por imagem, e ter que usar o “Source Safe” como cliente, não viram os problemas, mas o fato é que ninguém tem coragem de se expor para alterar um problema tão banal, a ponto de se expor para resolver tal condição de erro. A liberdade individual da decisão acima é um direito de cada um de fazê-lo, mas o que faz com que isto seja mais freqüente, os motivos pelos quais levam as pessoas à não comunicar um dado problema, é que está sendo criticada neste texto. E com isto, uma condição que seria resolvida numa simples autocrítica, ficará por se perpetuar por muito tempo. Mais uma questão a ser definida aqui neste texto, vem do economista italiano Vilfredo Pareto:
“Prefiro sempre um erro frutífero, cheio de sementes, prenhe de suas próprias correções, à verdade estéril. A verdade estéril que fique para quem a formula”.
O que eu tentarei dizer com a frase acima é que, a identificação pontual de um erro por si só não leva a melhoria de uma pessoa ou instituição, naquele momento, o que se deve ter é a consciência reflexiva de melhoria e a abertura para novas interpelações.
Diante de uma empresa que nos leva a fazer cursos de sobrevivência na selva para aumentar nosso espírito cooperativo e de equipe, fica a questão: não seria relevante treinamento de autocrítica e estimular a não agir com tanta defensiva? Ou será que Descartes estava certo em sua máxima: “Vive bem, quem esconde bem”?
Referências para pesquisa:
Neste livro, você entenderá que nós consumidores não escolhemos nada além do que já foi decido pelos que comandam o processo produtivo. Que nas grandes empresas ou corporações, apesar do acionista ser o proprietário das mesmas, e se ter um conselho consultivo composto por pessoas não ligadas a diretoria, estas simplesmente aprovam todas as decisões dos administradores das mesmas, não ingerindo nada contra as decisões que prejudiquem as próprias empresas ou até mesmo seus acionistas, os verdadeiros proprietários e donos.
A ECONOMIA DAS FRAUDES INOCENTES, GALBRAITH,JOHN KENNETH, CIA DAS LETRASISBN: 8535905707

Apêndice
Temas relacionados para pesquisa:
Sobre as reformas do mundo atual
”A virada do século foi emblemática. Trouxe-se de volta o temor da intolerância e do militarismo, por outro lado estabeleceu um paradigma de como as nações devem agir com relação aos seus governantes. Já não mais se perdoa tudo, em todos os níveis. Desde funcionários com atividades mais simples aos chefes de estado, os servidores públicos passaram a ser vistos e tratados como o que realmente são: servidores públicos, defensores do bem comum. Com isso, o sinecurismo está ferido de morte.No mundo globalizado, eficiência é palavra-chave, e para ser eficiente torna-se necessário, por vezes, ir além do cumprimento do dever. Ao servidor, são atribuídas responsabilidades. Mas, isso só não basta. Cabe ao servidor também imbuir-se de responsabilidades e ser o seu próprio vigia na observância do cumprimento do proposto...”
Artigo escrito por Marcus Vasconcelos, Presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, publicado no "O Jornal" (matutino de Alagoas) no dia 19 de novembro de 2003.
· Para quem se indigna e faz alguma coisa pelo nosso Brasil:
25/08/2005 - 15h49mAposentada que filmou o tráfico comemora a prisão de bandidos e PMsFábio Gusmão - ExtraRIO - A noite passada foi a primeira que a aposentada Dona Vitória, de 80 anos, passou sem ouvir a feira das drogas na Ladeira dos Tabajaras e os tiros disparados por bandidos de Copacabana. Ela ingressou em um programa de proteção a testemunhas e já deixou o apartamento no qual, durante dois anos, gravou imagens do tráfico na favela que fica a poucos metros do imóvel. Ela ficou emocionada com a repercussão do documentário que produziu e satisfeita com o resultado: 13 traficantes e sete PMs foram presos graças às suas 22 fitas. - Estou de alma lavada. Foi por tudo isso que batalhei, sabia que teria um bom resultado. Sinto-me realizada, valeu a pena. Aquela gente mereceu - disse ela, ao se encontrar com o secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, na tarde de quarta-feira. Na noite desta quarta-feira, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, decretou a prisão temporária de 12 indiciados do caso. Destes, sete são policiais militares. Segundo o juiz, o Ministério Público opinou contrariamente à prisão de três policiais, mas ele acolheu integralmente a representação dos delegados Fernando Veloso e Marcus Castro, da 12ª DP, responsáveis pelo inquérito. Itabaiana já havia decretado anteriormente a prisão de outros indiciados do mesmo inquérito.
A satisfação com o resultado empolgou Dona Vitória. O esquema de segurança montado para ela não chegou a incomodá-la. Pelo contrário: a aposentada comemorou com policiais a captura dos envolvidos com o tráfico em Copacabana: - Os PMs presos não honraram a farda, eles a usaram para fazer o mal. Venderam armas para bandidos, utilizadas no assassinato de várias pessoas. Não podemos nos conformar com isso. Há dois anos, Dona Vitória vem filmando da sua janela flagrantes do movimento dos usuários e vendedores de drogas que circulam na favela que movimenta cerca de R$51 mil semanais com a venda de entorpecentes. Ao todo foram produzidas 22 fitas, com cerca de 33 horas de gravação. Narrando todas as cenas que captava como se fosse uma cineasta, seu relato é um misto de espanto, revolta e emoção. Como no dia em que, estupefata, flagra um grupo de crianças de 6, de 10 e de 12 anos de idade cheirando cocaína perto de uma ribanceira. Na quarta-feira, a Ladeira dos Tabajaras amanheceu ocupada pela polícia. A investigação identificou 36 pessoas envolvidas no tráfico de drogas na região. O secretário de Segurança, Marcelo Itagiba, deu detalhes da operação: - Com base em denúncias trazidas à Secretaria de Segurança Pública pelo jornal Extra, determinei, há cerca de três meses, às polícias Civil e Militar que iniciassem investigações naquela comunidade. Esse trabalho, feito também com o Serviço de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), resultou na gravação de 800 horas de conversas entre traficantes daquele local, do Morro Dona Marta e de presos de Bangu 3 - explicou Itagiba.
“Filósofo e cientista político inglês, Thomas Hobbes nasceu em Westport, hoje parte de Malmesbury, cerca de 140 km a oeste de Londres, em 5 de abril de 1588, e veio a falecer em 4 de dezembro de 1679 com 91 anos. Filho de outro Thomas Hobbes, sua infância foi marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, ao tempo da rainha Elizabete I (1558-1603)”.
Tenho em minha camiseta, os quadrinhos de “Calvin e Hobbes”, que no Brasil, foi na minha opinião, alterado para “Calvin e Haroldo”, tirando todo significado na escolha dos dois nomes e seu relacionamento com os comportamentos dos mesmos nos quadrinhos. Nos quadrinhos, que não foram feitos para crianças, o que na minha opinião, foi o que levou os editores brasileiros a fazer esta alteração, pensando que isto iria “vender” melhor os quadrinhos ao público infantil. Lembro-me que nem na minha adolescência, eu conseguia entender os quadrinhos, ou seja, não era para um público juvenil brasileiro que estudou em escolas públicas, talvez para um jovem que tivesse estudado numa escola particular. Entender a mensagem de Tomas Hobbes, é entender o significado da eterna competição entre as duas personagens, um sempre correndo do outro, ou ultrapassá-lo como a meta principal de suas brincadeiras, que é a metáfora da mesma competição na vida real. E quando as coisas começam a ficar ruim para Calvin, ele chama a ética como proteção DELE, e apenas para ser usada em sua defesa, e não a dos outros.
Um pouco sobre a doutrina de Hobbes:
“... Na sua concepção de natureza humana é básico o conceito de conatus, a força genética do comportamento. É um impulso original ou ‘começo interno’ do movimento animal para se aproximar do que lhe causa satisfação ou para fugir do que lhe desagrada. Esse conatus impulsiona o homem a vencer sempre. A vida começa com o CONATUS positivo, o desejo. Em termos de vida social, ultrapassar o outro é fonte primordial de satisfação, por isso estar continuamente ultrapassado é miséria enquanto ultrapassar continuamente quem está adiante é felicidade. É da sua natureza o egoísmo, constituído por ‘um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder que só termina com a morte’.A vontade obedece à razão, segundo o racionalismo clássico. Porém, para Hobbes, é apenas apetite. Um determinismo mecanicista regeria não só os movimentos do universo como também a atividade psicológica do homem. O livre arbítrio não passaria de ilusão: seria apenas uma expressão destinada a ocultar a ignorância das verdadeiras causas das decisões humanas.O conatus provoca guerra de todos contra todos, é o estado natural em que vivem os homens, antes de seu ingresso no estado social. O homem é governado por suas paixões e tem como direito seu conquistar o que lhe apetecer. Como todos os homens seriam dotados de força igual (pois o fisicamente mais fraco pode matar o fisicamente mais forte, lançando mão deste ou daquele recurso), e como as aptidões intelectuais também se igualam, o recurso à violência se generaliza .Mas, além do conatus, governa o homem também o instinto de conservação e este leva ao desejo da paz. Deixado meramente a si mesmo, o instinto de conservação é abertura para a violência enquanto esta não é um risco e, ao mesmo tempo, para a paz tática que prometa conservação. Assim se define o campo da lei natural de sobrevivência.Por isso o instinto de conservação é peça tão fundamental na filosofia de Hobbes quanto sua idéia do conatus, porque para ele, ao contrário do pensamento aristotélico que tem o homem como um animal social, os indivíduos só entram em sociedade quando a preservação da vida está ameaçada. E estaria ameaçada pelos próprios indivíduos, se cada qual tudo fizer para exercer seu poder sobre todas as coisas. A paz é a dimensão mais compatível com o instinto de conservação.Pode-se então supor algo como um contrato tácito entre os homens, implicando em que contêm os seus ânimos, como defesa interna e que, reunidos, formarão um povo, de modo que a multidão dos associados seja tão grande a ponto de garantir a defesa externa, tirando a esperança de seus adversários de que um pequeno número baste para assegurar-lhes à vitória.A contenção interna implica uma ética. No nível das relações morais, é preciso que cada um - segundo Hobbes – ‘não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a si’; é preciso evitar a in gratidão, os insultos, o orgulho, enfim, tudo o que prejudique a concórdia...”.
Resumos do artigo René Descartes**, in. Filosofia Moderna - Rubem Queiroz CobraCOBRA.PAGES.nom.br, Internet, Brasília, 1997. Disponível na internet em Filosofia Moderna.
**”René Descartes, nascido em 1596 em La Haye - não a cidade dos Países-Baixos, mas um povoado da Touraine, numa família nobre - terá o título de senhor de Perron, pequeno domínio do Poitou, daí o aposto ‘fidalgo poitevino’”. (http://www.mundodosfilosofos.com.br/descartes.htm, retirado em 01/09/2005).
INDÚSTRIAS CULTURAIS
Pesquisas e leituras no domínio das indústrias culturais (imprensa, rádio, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, música, livros e centros comerciais). Blogueiro desde 26 de Dezembro de 2002. Endereço electrónico: Rogério Santos
19.6.05
(LEITURAS DE JORNAIS)
1) livros que respondem às nossas dúvidas...
... em qualquer ocasião, mas em especial em épocas de crise (econômica, social, moral), surgem livros com respostas às nossas dúvidas e que apontam o caminho para o futuro, de modo imperturbável. Parece, assim, haver dois mundos: os que têm dúvidas (seres normais) e os que apenas têm certezas. Há, assim, grandes idéias e soluções para os nossos problemas; basta ler o livro adequado ao momento.Eis a proposta de Bryan Appleyard, no Sunday Times de hoje, que destaca os títulos mais vendidos segundo o New York Times: 1) Freakeconomics, que aplica a teoria econômica a quase todas as formas de atividade humana, 2) The world is flat, que revela o modo como tudo está a mudar com a globalização, 3) Blink, que sugere que podemos saber de tudo sem pensarmos em nada, 4) On bullshit, perspectiva filosófica sobre a corrupção de linguagem e verdade dos políticos e dos relações públicas [melhorei a tradução], 5) Collapse, sobre o falhanço das sociedades. Cada um à sua maneira, continua Appleyard, é sobre tudo e procura transformar o nosso entendimento do mundo através de uma "grande idéia".Cáustico, ele acrescenta outros títulos: Felicidade, Tudo o que é mau é bom para você, Mundos paralelos. E não esquece Tom Peters, Em busca da excelência, que foi traduzido para português e eu me obriguei a ler na época. A estes prospectivadores ou futurólogos, o colunista chama wossers, palavra que me pôs à nora para encontrar um termo adequado na nossa língua. Por isso, procurei mais à frente entender-me com Appleyard, que menciona um professor de economia, Paul Ormerod, que escreveu um livro chamado Porque falham muitas coisas. Elas falham porque todas as grandes idéias econômicas estão erradas. Ormerod sugere um modelo biológico para a teoria económica, dada a complexidade do mundo humano. O seu livro é anti-wosser - atrever-me-ia agora a traduzir por antiiluminado -, equilibrando a crença desmesurada quando se fala no progresso tecnológico e nas grandes idéias.Por isso, se vê o mundo por um ângulo negativo, não se fie muito nos que prometem explicações e soluções para o seu problema ou os do mundo. As grandes idéias - grandes, mas rígidas - residem no plano teórico. O que precisamos, aconselha o colunista, é de serenidade, aceitação, pequenas alegrias. A que acrescentaria, da minha lavra: deve-se continuar a trabalhar e a tratar com os outros - vizinhos, colegas e simples desconhecidos - em busca de soluções pequenas e imperfeitas que sejam.
Fonte: http://industrias-culturais.blogspot.com/2005_06_19_industrias-culturais_archive.html, retirado em 02/09/2005.
Na primeira semana de dezembro embarcamos com mais 225 funcionários da TAM para Miami, no novo A330-200.
De saída, atrasamos em uma hora, já que não havia lugar na rampa de embarque, em Guarulhos, para estacionar o avião. Em seguida, trocamos os lugares de vários no avião, o que gerou um certo mal estar a bordo.
Provocamos um “overbooking” e deixamos alguns passageiros para trás, o que produziu novos descontentamentos.
O serviço de bordo lento e descompassado fez com que todos fossem jantar muito tarde e tivessem que tomar café da manhã muito cedo, não dando tempo para o pessoal descansar, exatamente como faz outra empresa brasileira.
Ao cegar a Miami, algumas malas tinham desaparecido.
Depois de uma longa espera no aeroporto, liberamos os funcionários para um “city tour” seguido de um “shopping tour” para que fizessem suas compras e pudessem, assim, voltar à noite para o Brasil, já que segunda-feira era dia de batente.
Na volta, todos se apresentaram para o “check-in” em Miami que estava extremamente lento e todos os funcionários, nas filas irritados e nervosos com aquela demora no atendimento, o que atrasou a decolagem novamente em 1 hora e 5 minutos precisamente.
Ao pousar em Guarulhos, encontramos a bagagem de todos, devolvemos e fizemos questão de dizer que todos aqueles percalços haviam sido propositais e planejados para que eles pudessem avaliar, do outro lado da linha, o que ocorre com os passageiros quando nós cometemos com eles esses pecados.
O difícil nesse vôo foi pedir a todos os chefes, que comandam esses serviços na TAM, para que não interferirem nos erros e nos problemas que, em um ensaio inédito, deliberadamente provocamos.
O fato é que todos foram surpreendidos por uma TAM que não queremos, não desejamos e que trabalhamos para não ter.
Todos eles, agora, depois desse ensaio, conhecem, por experiência própria, os dois lados da moeda. Um deles, quando procuramos soluções para os Clientes conhecendo na pele seus problemas e recebendo seus “inputs” diariamente no Serviço Fale com o Presidente; ou, o outro lado, simplesmente como fazem outras organizações que se baseiam apenas nas frias regras escritas pelos burocratas.Com essa experiência, renovamos nossa humildade e aprendemos praticando.
Lembrando que existe a diferença entre o erro e a fraude. Conforme uma passagem de ensaísta, Gold:
“A fraude é patológica do ponto de vista social e psicológico, embora a ciência deva aprender a policiar-se. O erro é um subproduto inevitável da ousadia – ou de qualquer esforço concentrado. Querer combate-lo seria o mesmo que aprovar uma lei proibindo as pessoas de urinar depois de beber cerveja”. Página 111 de “Dedo mindinho e seus visinhos”, São Paulo, Cia das Letras, 1993.
Nem todos os leitores perspicazes são os mesmos que levam a cabo a elucidação destes mesmos erros, pois como Descartes insistiu em que se escrevesse em sua lápide: “Vive bem, quem esconde bem”. Ou seja, desde a antiguidade a consciência de que expor idéias é também correr riscos. É sabido que tanto Isaac Newton, na física, e Charles Darwin, na biologia, sabiam do tamanho da mudança de pensamento que suas teorias iriam infringir em seus tempos, é não foi por menos que o primeiro levou 30 anos antes de publicar suas idéias, e o segundo, 20 anos. E o que é mais importante, principalmente em relação a Isaac Newton, ele não queria aparecer para não perder os rendimentos que recebia mensalmente, contratado como professor, recebendo como tal, mas sendo um pesquisador, situação conhecida como sinecurismo*.
Os erros podem ser classificados em categorias. A primeira categoria, os erros factuais, os baseados em premissas teóricas que se revelaram falsas ou exageradas. A segunda categoria, os erros de julgamento, que na verdade, são os erros de cálculo político. A terceira categoria:
“... que talvez seja a mais reveladora, compreende os erros que a maioria de nós não reconhece porque nós próprios também costumamos cometê-los. Vamos chamá-los de erros de convenção impensada. Incluo aqui a repetição passiva de suposições culturais generalizadas feita de modo tão automático, ou tão profunda e silenciosamente incorporada à estrutura de um argumento, que mal conseguimos detectar sua presença”. Ibsen, página 113.
Uma pessoa para conseguir elucidar as questões acima precisa ter algumas características básicas: grande intelecto, percepção aguçada e interesses variados, e o principal, não se deixar menosprezar sobre a falta de uma formação acadêmica na área versada, pois tê-la também, não garante a integridade moral, a integridade da idéia em si, nem mesmo a integridade intelectual e penhor de sabedoria.
O objetivo central deste texto é deixar a mensagem que, por mais que possa existir um nível de hierarquia numa grande empresa, uma questão prática urge de se dizer: “conselho se fosse bom ninguém dava, vendia”, pela máxima popular. E no lugar da palavra “conselho”, a substituiremos, pela palavra “sugestão”. E disso vem à história abaixo:
A nossa empresa tenta nos últimos anos, conviver com um dilema, a competição acelerada por projeção profissional, e o dever de se trabalhar em equipe. Nestes dois pólos, temos que conviver com um clima de enxugamento do quadro de empregados, a documentação dos processos, as transcrições deles para um padrão, o trabalho em equipe, que necessariamente deveria levar o executor das tarefas a ser ouvido, nem que seja para fazer um refinamento do assunto. Esse refinamento, informal através de sugestões na forma de diálogo, ou numa maneira mais formal, existindo para isto um documento próprio. Mas o que experimento de fato e vejo entre os meus colegas é exatamente o contrário. Relato este por mera questão de ter chegado a um ponto de desistir de fazer as sugestões, mas não antes de me explicar o por quê. O engessamento institucional foi decretado pela própria existência de um fato: geralmente o gerente escolhe um assistente que seja menos polêmico e mais conciliador. E como a vida é um grande jogo, nosso senso comum logo rastreia estas características básicas de prêmio e punição. A iniciativa de não se levar qualquer questão para ser resolvida, como uma sugestão, para uma outra área, será antecipadamente reprimida, pois isto, logo verá tratado com repugnância pela área “afetada”, e o que era de início era uma sugestão, será tratado como um problema trazido. Tolhendo futuramente quaisquer iniciativas, pois o saldo será uma imagem desgastada, já que é uma questão pequena, não merecendo entrar na categoria de “custo x benefício” aceitável.
O fato:
Há alguns anos minha estação de trabalho de desenvolvedor – ou todas as estações de desenvolvedor – são configuradas com uma “imagem”, no jargão da informática, um conjunto básico de ferramentas e de sistema operacional. E esta imagem vem sendo instalada com o “Visual Studio 6”, com o aplicativo “Source Safe” como aplicativo “servidor” e não como aplicativo “cliente”. Depois de um bom tempo, entendi a situação e levei a sugestão para o pessoal que faz a instalação destas imagens. Mas me foi solicitado que eu passasse esta alteração de procedimento para o meu supervisor, pois SEM a autorização do mesmo, a sugestão não seria aplicada, e pelo que eu entendi, muito menos aceita como uma possível abstração de pensamento para que a concretude da mesma fosse avaliada antes mesmo de uma formalização documentada. Lembrando nosso ex-presidente Tancredo Neves, que disse uma vez que “em Minas Gerais, não se faz uma reunião sem antes saber o que se vai decidir”. Mas isto significa duas coisas: a sugestão de um técnico não tem expressão em sua percepção, mas se fosse uma ordem de um gerente, isto seria levado em conta, mesmo que este gerente não usasse o aplicativo em hipótese alguma. Não duvido que todos os que tiveram suas estações passadas pelo procedimento de configuração por imagem, e ter que usar o “Source Safe” como cliente, não viram os problemas, mas o fato é que ninguém tem coragem de se expor para alterar um problema tão banal, a ponto de se expor para resolver tal condição de erro. A liberdade individual da decisão acima é um direito de cada um de fazê-lo, mas o que faz com que isto seja mais freqüente, os motivos pelos quais levam as pessoas à não comunicar um dado problema, é que está sendo criticada neste texto. E com isto, uma condição que seria resolvida numa simples autocrítica, ficará por se perpetuar por muito tempo. Mais uma questão a ser definida aqui neste texto, vem do economista italiano Vilfredo Pareto:
“Prefiro sempre um erro frutífero, cheio de sementes, prenhe de suas próprias correções, à verdade estéril. A verdade estéril que fique para quem a formula”.
O que eu tentarei dizer com a frase acima é que, a identificação pontual de um erro por si só não leva a melhoria de uma pessoa ou instituição, naquele momento, o que se deve ter é a consciência reflexiva de melhoria e a abertura para novas interpelações.
Diante de uma empresa que nos leva a fazer cursos de sobrevivência na selva para aumentar nosso espírito cooperativo e de equipe, fica a questão: não seria relevante treinamento de autocrítica e estimular a não agir com tanta defensiva? Ou será que Descartes estava certo em sua máxima: “Vive bem, quem esconde bem”?
Referências para pesquisa:
Neste livro, você entenderá que nós consumidores não escolhemos nada além do que já foi decido pelos que comandam o processo produtivo. Que nas grandes empresas ou corporações, apesar do acionista ser o proprietário das mesmas, e se ter um conselho consultivo composto por pessoas não ligadas a diretoria, estas simplesmente aprovam todas as decisões dos administradores das mesmas, não ingerindo nada contra as decisões que prejudiquem as próprias empresas ou até mesmo seus acionistas, os verdadeiros proprietários e donos.
A ECONOMIA DAS FRAUDES INOCENTES, GALBRAITH,JOHN KENNETH, CIA DAS LETRASISBN: 8535905707

Apêndice
Temas relacionados para pesquisa:
Além do intolerável, artigo de Míriam Leitão, em O Globo de 27 de setembro de 2005
Sobre as reformas do mundo atual
”A virada do século foi emblemática. Trouxe-se de volta o temor da intolerância e do militarismo, por outro lado estabeleceu um paradigma de como as nações devem agir com relação aos seus governantes. Já não mais se perdoa tudo, em todos os níveis. Desde funcionários com atividades mais simples aos chefes de estado, os servidores públicos passaram a ser vistos e tratados como o que realmente são: servidores públicos, defensores do bem comum. Com isso, o sinecurismo está ferido de morte.No mundo globalizado, eficiência é palavra-chave, e para ser eficiente torna-se necessário, por vezes, ir além do cumprimento do dever. Ao servidor, são atribuídas responsabilidades. Mas, isso só não basta. Cabe ao servidor também imbuir-se de responsabilidades e ser o seu próprio vigia na observância do cumprimento do proposto...”
Artigo escrito por Marcus Vasconcelos, Presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, publicado no "O Jornal" (matutino de Alagoas) no dia 19 de novembro de 2003.
· Para quem se indigna e faz alguma coisa pelo nosso Brasil:
25/08/2005 - 15h49mAposentada que filmou o tráfico comemora a prisão de bandidos e PMsFábio Gusmão - ExtraRIO - A noite passada foi a primeira que a aposentada Dona Vitória, de 80 anos, passou sem ouvir a feira das drogas na Ladeira dos Tabajaras e os tiros disparados por bandidos de Copacabana. Ela ingressou em um programa de proteção a testemunhas e já deixou o apartamento no qual, durante dois anos, gravou imagens do tráfico na favela que fica a poucos metros do imóvel. Ela ficou emocionada com a repercussão do documentário que produziu e satisfeita com o resultado: 13 traficantes e sete PMs foram presos graças às suas 22 fitas. - Estou de alma lavada. Foi por tudo isso que batalhei, sabia que teria um bom resultado. Sinto-me realizada, valeu a pena. Aquela gente mereceu - disse ela, ao se encontrar com o secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, na tarde de quarta-feira. Na noite desta quarta-feira, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio, decretou a prisão temporária de 12 indiciados do caso. Destes, sete são policiais militares. Segundo o juiz, o Ministério Público opinou contrariamente à prisão de três policiais, mas ele acolheu integralmente a representação dos delegados Fernando Veloso e Marcus Castro, da 12ª DP, responsáveis pelo inquérito. Itabaiana já havia decretado anteriormente a prisão de outros indiciados do mesmo inquérito.
A satisfação com o resultado empolgou Dona Vitória. O esquema de segurança montado para ela não chegou a incomodá-la. Pelo contrário: a aposentada comemorou com policiais a captura dos envolvidos com o tráfico em Copacabana: - Os PMs presos não honraram a farda, eles a usaram para fazer o mal. Venderam armas para bandidos, utilizadas no assassinato de várias pessoas. Não podemos nos conformar com isso. Há dois anos, Dona Vitória vem filmando da sua janela flagrantes do movimento dos usuários e vendedores de drogas que circulam na favela que movimenta cerca de R$51 mil semanais com a venda de entorpecentes. Ao todo foram produzidas 22 fitas, com cerca de 33 horas de gravação. Narrando todas as cenas que captava como se fosse uma cineasta, seu relato é um misto de espanto, revolta e emoção. Como no dia em que, estupefata, flagra um grupo de crianças de 6, de 10 e de 12 anos de idade cheirando cocaína perto de uma ribanceira. Na quarta-feira, a Ladeira dos Tabajaras amanheceu ocupada pela polícia. A investigação identificou 36 pessoas envolvidas no tráfico de drogas na região. O secretário de Segurança, Marcelo Itagiba, deu detalhes da operação: - Com base em denúncias trazidas à Secretaria de Segurança Pública pelo jornal Extra, determinei, há cerca de três meses, às polícias Civil e Militar que iniciassem investigações naquela comunidade. Esse trabalho, feito também com o Serviço de Inteligência da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), resultou na gravação de 800 horas de conversas entre traficantes daquele local, do Morro Dona Marta e de presos de Bangu 3 - explicou Itagiba.
“Filósofo e cientista político inglês, Thomas Hobbes nasceu em Westport, hoje parte de Malmesbury, cerca de 140 km a oeste de Londres, em 5 de abril de 1588, e veio a falecer em 4 de dezembro de 1679 com 91 anos. Filho de outro Thomas Hobbes, sua infância foi marcada pelo medo da invasão da Inglaterra pelos espanhóis, ao tempo da rainha Elizabete I (1558-1603)”.
Tenho em minha camiseta, os quadrinhos de “Calvin e Hobbes”, que no Brasil, foi na minha opinião, alterado para “Calvin e Haroldo”, tirando todo significado na escolha dos dois nomes e seu relacionamento com os comportamentos dos mesmos nos quadrinhos. Nos quadrinhos, que não foram feitos para crianças, o que na minha opinião, foi o que levou os editores brasileiros a fazer esta alteração, pensando que isto iria “vender” melhor os quadrinhos ao público infantil. Lembro-me que nem na minha adolescência, eu conseguia entender os quadrinhos, ou seja, não era para um público juvenil brasileiro que estudou em escolas públicas, talvez para um jovem que tivesse estudado numa escola particular. Entender a mensagem de Tomas Hobbes, é entender o significado da eterna competição entre as duas personagens, um sempre correndo do outro, ou ultrapassá-lo como a meta principal de suas brincadeiras, que é a metáfora da mesma competição na vida real. E quando as coisas começam a ficar ruim para Calvin, ele chama a ética como proteção DELE, e apenas para ser usada em sua defesa, e não a dos outros.
Um pouco sobre a doutrina de Hobbes:
“... Na sua concepção de natureza humana é básico o conceito de conatus, a força genética do comportamento. É um impulso original ou ‘começo interno’ do movimento animal para se aproximar do que lhe causa satisfação ou para fugir do que lhe desagrada. Esse conatus impulsiona o homem a vencer sempre. A vida começa com o CONATUS positivo, o desejo. Em termos de vida social, ultrapassar o outro é fonte primordial de satisfação, por isso estar continuamente ultrapassado é miséria enquanto ultrapassar continuamente quem está adiante é felicidade. É da sua natureza o egoísmo, constituído por ‘um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder que só termina com a morte’.A vontade obedece à razão, segundo o racionalismo clássico. Porém, para Hobbes, é apenas apetite. Um determinismo mecanicista regeria não só os movimentos do universo como também a atividade psicológica do homem. O livre arbítrio não passaria de ilusão: seria apenas uma expressão destinada a ocultar a ignorância das verdadeiras causas das decisões humanas.O conatus provoca guerra de todos contra todos, é o estado natural em que vivem os homens, antes de seu ingresso no estado social. O homem é governado por suas paixões e tem como direito seu conquistar o que lhe apetecer. Como todos os homens seriam dotados de força igual (pois o fisicamente mais fraco pode matar o fisicamente mais forte, lançando mão deste ou daquele recurso), e como as aptidões intelectuais também se igualam, o recurso à violência se generaliza .Mas, além do conatus, governa o homem também o instinto de conservação e este leva ao desejo da paz. Deixado meramente a si mesmo, o instinto de conservação é abertura para a violência enquanto esta não é um risco e, ao mesmo tempo, para a paz tática que prometa conservação. Assim se define o campo da lei natural de sobrevivência.Por isso o instinto de conservação é peça tão fundamental na filosofia de Hobbes quanto sua idéia do conatus, porque para ele, ao contrário do pensamento aristotélico que tem o homem como um animal social, os indivíduos só entram em sociedade quando a preservação da vida está ameaçada. E estaria ameaçada pelos próprios indivíduos, se cada qual tudo fizer para exercer seu poder sobre todas as coisas. A paz é a dimensão mais compatível com o instinto de conservação.Pode-se então supor algo como um contrato tácito entre os homens, implicando em que contêm os seus ânimos, como defesa interna e que, reunidos, formarão um povo, de modo que a multidão dos associados seja tão grande a ponto de garantir a defesa externa, tirando a esperança de seus adversários de que um pequeno número baste para assegurar-lhes à vitória.A contenção interna implica uma ética. No nível das relações morais, é preciso que cada um - segundo Hobbes – ‘não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a si’; é preciso evitar a in gratidão, os insultos, o orgulho, enfim, tudo o que prejudique a concórdia...”.
Resumos do artigo René Descartes**, in. Filosofia Moderna - Rubem Queiroz CobraCOBRA.PAGES.nom.br, Internet, Brasília, 1997. Disponível na internet em Filosofia Moderna.
**”René Descartes, nascido em 1596 em La Haye - não a cidade dos Países-Baixos, mas um povoado da Touraine, numa família nobre - terá o título de senhor de Perron, pequeno domínio do Poitou, daí o aposto ‘fidalgo poitevino’”. (http://www.mundodosfilosofos.com.br/descartes.htm, retirado em 01/09/2005).
INDÚSTRIAS CULTURAIS
19.6.05
(LEITURAS DE JORNAIS)
1) livros que respondem às nossas dúvidas...
... em qualquer ocasião, mas em especial em épocas de crise (econômica, social, moral), surgem livros com respostas às nossas dúvidas e que apontam o caminho para o futuro, de modo imperturbável. Parece, assim, haver dois mundos: os que têm dúvidas (seres normais) e os que apenas têm certezas. Há, assim, grandes idéias e soluções para os nossos problemas; basta ler o livro adequado ao momento.Eis a proposta de Bryan Appleyard, no Sunday Times de hoje, que destaca os títulos mais vendidos segundo o New York Times: 1) Freakeconomics, que aplica a teoria econômica a quase todas as formas de atividade humana, 2) The world is flat, que revela o modo como tudo está a mudar com a globalização, 3) Blink, que sugere que podemos saber de tudo sem pensarmos em nada, 4) On bullshit, perspectiva filosófica sobre a corrupção de linguagem e verdade dos políticos e dos relações públicas [melhorei a tradução], 5) Collapse, sobre o falhanço das sociedades. Cada um à sua maneira, continua Appleyard, é sobre tudo e procura transformar o nosso entendimento do mundo através de uma "grande idéia".Cáustico, ele acrescenta outros títulos: Felicidade, Tudo o que é mau é bom para você, Mundos paralelos. E não esquece Tom Peters, Em busca da excelência, que foi traduzido para português e eu me obriguei a ler na época. A estes prospectivadores ou futurólogos, o colunista chama wossers, palavra que me pôs à nora para encontrar um termo adequado na nossa língua. Por isso, procurei mais à frente entender-me com Appleyard, que menciona um professor de economia, Paul Ormerod, que escreveu um livro chamado Porque falham muitas coisas. Elas falham porque todas as grandes idéias econômicas estão erradas. Ormerod sugere um modelo biológico para a teoria económica, dada a complexidade do mundo humano. O seu livro é anti-wosser - atrever-me-ia agora a traduzir por antiiluminado -, equilibrando a crença desmesurada quando se fala no progresso tecnológico e nas grandes idéias.Por isso, se vê o mundo por um ângulo negativo, não se fie muito nos que prometem explicações e soluções para o seu problema ou os do mundo. As grandes idéias - grandes, mas rígidas - residem no plano teórico. O que precisamos, aconselha o colunista, é de serenidade, aceitação, pequenas alegrias. A que acrescentaria, da minha lavra: deve-se continuar a trabalhar e a tratar com os outros - vizinhos, colegas e simples desconhecidos - em busca de soluções pequenas e imperfeitas que sejam.
Fonte: http://industrias-culturais.blogspot.com/2005_06_19_industrias-culturais_archive.html, retirado em 02/09/2005.
Pós-escrito:
Recomendaria que o corpo gerencial da empresa encomendasse um curso que aumentasse a percepção do outro, ou seja, de um aumento de empatia, para que ninguém se sinta acuado ou mais poderoso que o outro, pois na realidade, somos seres frágeis e que no fundo, até um gesto de “violência gratuita”, por exemplo, um tom de voz mais agressivo, às vezes isto significa um pedido de ajuda e não de real agressão (logicamente que existem as exceções, como explicarei abaixo).
Quando o distanciamento entre as pessoas se desfaz, tanto o físico, quanto o psicológico, e ambos olham diretamente nos olhos do outro, isto não ocorre somente em situações de conflito, mas na prestação de serviços, e que um deles leve vantagem estratégica sobre o outro (numa relação comercial, ou hierárquica, ou simplesmente de deter um conhecimento específico), esta situação passa a ser encarada de forma mais humana, ou seja, numa inversão de 180 graus. Aquele que ficou no “papel” de opressor, ou que está numa situação de vantagem, poderá ceder para aquele que está em situação de desvantagem. Isto vale como regra geral, exceto se um deles é um sociopata.
Numa situação semelhante já ocorre na França, em que pessoas extremamente endividadas são convidadas a participar de uma reunião de renegociação das dívidas domésticas junto com os credores. Isto com uma intimação da promotoria pública para os credores. Ao invés da negociação tradicional por um telefone 0800, ou por carta, ambos se encontram numa sala com dia e hora marcados. O credor quando vê a situação do endividado e sua vontade de pagar - lembrando aquela máxima: “devo, não nego, pago quando puder” - geralmente chegam ao um acordo.
Belo Horizonte, 24/08/2005.
Recomendaria que o corpo gerencial da empresa encomendasse um curso que aumentasse a percepção do outro, ou seja, de um aumento de empatia, para que ninguém se sinta acuado ou mais poderoso que o outro, pois na realidade, somos seres frágeis e que no fundo, até um gesto de “violência gratuita”, por exemplo, um tom de voz mais agressivo, às vezes isto significa um pedido de ajuda e não de real agressão (logicamente que existem as exceções, como explicarei abaixo).
Quando o distanciamento entre as pessoas se desfaz, tanto o físico, quanto o psicológico, e ambos olham diretamente nos olhos do outro, isto não ocorre somente em situações de conflito, mas na prestação de serviços, e que um deles leve vantagem estratégica sobre o outro (numa relação comercial, ou hierárquica, ou simplesmente de deter um conhecimento específico), esta situação passa a ser encarada de forma mais humana, ou seja, numa inversão de 180 graus. Aquele que ficou no “papel” de opressor, ou que está numa situação de vantagem, poderá ceder para aquele que está em situação de desvantagem. Isto vale como regra geral, exceto se um deles é um sociopata.
Numa situação semelhante já ocorre na França, em que pessoas extremamente endividadas são convidadas a participar de uma reunião de renegociação das dívidas domésticas junto com os credores. Isto com uma intimação da promotoria pública para os credores. Ao invés da negociação tradicional por um telefone 0800, ou por carta, ambos se encontram numa sala com dia e hora marcados. O credor quando vê a situação do endividado e sua vontade de pagar - lembrando aquela máxima: “devo, não nego, pago quando puder” - geralmente chegam ao um acordo.
Belo Horizonte, 24/08/2005.
Um exemplo ilustrativo em "Ensaio Inédito"
Eu li o texto abaixo num vôo que fiz em serviço naquela mesma data. Mas infelizmente eu o perdi. Mas para exemplificar, na semana passada, dia 22/09/2005, entrei no site da TAM e no endereço de "Fale conosco", detalhei sobre o texto que precisava e recebi ontem à tarde, dia 26/09/2005. Agradeço a TAM pela presteza no envio do mesmo.
Ensaio Inédito
Na primeira semana de dezembro embarcamos com mais 225 funcionários da TAM para Miami, no novo A330-200.
De saída, atrasamos em uma hora, já que não havia lugar na rampa de embarque, em Guarulhos, para estacionar o avião. Em seguida, trocamos os lugares de vários no avião, o que gerou um certo mal estar a bordo.
Provocamos um “overbooking” e deixamos alguns passageiros para trás, o que produziu novos descontentamentos.
O serviço de bordo lento e descompassado fez com que todos fossem jantar muito tarde e tivessem que tomar café da manhã muito cedo, não dando tempo para o pessoal descansar, exatamente como faz outra empresa brasileira.
Ao cegar a Miami, algumas malas tinham desaparecido.
Depois de uma longa espera no aeroporto, liberamos os funcionários para um “city tour” seguido de um “shopping tour” para que fizessem suas compras e pudessem, assim, voltar à noite para o Brasil, já que segunda-feira era dia de batente.
Na volta, todos se apresentaram para o “check-in” em Miami que estava extremamente lento e todos os funcionários, nas filas irritados e nervosos com aquela demora no atendimento, o que atrasou a decolagem novamente em 1 hora e 5 minutos precisamente.
Ao pousar em Guarulhos, encontramos a bagagem de todos, devolvemos e fizemos questão de dizer que todos aqueles percalços haviam sido propositais e planejados para que eles pudessem avaliar, do outro lado da linha, o que ocorre com os passageiros quando nós cometemos com eles esses pecados.
O difícil nesse vôo foi pedir a todos os chefes, que comandam esses serviços na TAM, para que não interferirem nos erros e nos problemas que, em um ensaio inédito, deliberadamente provocamos.
O fato é que todos foram surpreendidos por uma TAM que não queremos, não desejamos e que trabalhamos para não ter.
Todos eles, agora, depois desse ensaio, conhecem, por experiência própria, os dois lados da moeda. Um deles, quando procuramos soluções para os Clientes conhecendo na pele seus problemas e recebendo seus “inputs” diariamente no Serviço Fale com o Presidente; ou, o outro lado, simplesmente como fazem outras organizações que se baseiam apenas nas frias regras escritas pelos burocratas.Com essa experiência, renovamos nossa humildade e aprendemos praticando.
Rolim Adolfo Amaro.
Presidente da TAM.
Presidente da TAM.
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