29 outubro, 2009

Redução da alícota fiscal para a água mineral

Caxambu

As empresas produtoras de água mineral reivindicam na Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, um incentivo fiscal para a água mineral, já que sua alíquota é a mesma para bebidas alcoólicas e industrializadas. O tema foi discutido em audiência pública realizada no dia 28/10/2009, naquela casa.

Sendo natural de Caxambu, Minas Gerais, não poderia deixar de escrever esta notícia aqui no nosso blog.

Mas para nós consumidores, já estamos acostumados a não receber nenhuma diferença quando o estado repassa estes incentivos a indústria. Mas uma alternativa é que na própria tampinha viesse o preço sugerido da indústria para o consumidor final, como a Coca-Cola fez com as garrafas pequenas de 150 ml. Uma boa solução para ser implantada junto com a redução da alícota e que a redução da alícota seja realmente dividida com o consumidor final, matando a sede de todos.




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28 outubro, 2009

Usabilidade e um modo novo de se pensar em tecnologia

The statement forms the foundation of the Semantic Web. Each statement consists of multiple elements that typically form a triple. The triple consists of a subject, predicate, and object
(e.g., John isType Person). The simplicity belies the aggregated complexity, as a solution combines thousands, even billions of these formal statements.
John Hebeler, página 10, Programando na Web Semântica.


Estou dando continuidade na leitura do livro de um professor daqui de Belo Horizonte, sobre usabilidade, da fundac-bh, pois interrompi para a leitura de outros 3 livros de Steven Pinker, todos sobre neuropsicologia. Um deles é fundamental para o entendimento das possibilidades da Web semântica: “O Instinto da Linguagem” (sobre sintagmas), os outros para o entenimento dos aspectos da usabilidade, apesar de nenhum deles tratar do assunto diretamente. Para este, o autor introduz de maneira didática sem aprofundar no ramo da lingüística, os conceitos de sintagmas. Tendo o conhecimento deles, certamente fica muito mais fácil entender a estrutura de línguas que vão do latim, alemão, inglês, português, ou mesmo o aramaico.
Lembrando que um dos pilares de uma matéria hoje muito aplicada na ciência da computação que é a usabilidade (Do Que É Feito O Pensamento, Como o Cérebro Funciona) passa fundamentalmente pela psicologia cognitiva. O que muitos engenheiros de software de 20 anos atrás tratavam este ramo da ciência (a psicologia em geral) com desconfiança, ceticismo, até desdém. Hoje com os recursos computacionais tendendo cada vez mais a fazer com que a máquina entenda o homem e não o contrário, não há como negar que a psicologia “chegou” até as máquinas. Mas vale lembrar que somente o homem é capaz de tomar decisões morais, ainda vamos precisar dos humanos na frente de computadores analisando muitas coisas da vida cotidiana, por isto a melhoria da tecnologia para que esta tarefa seja prazerosa, se não mais agradável.


Para conhecer este “avanço” e mudança de paradigma em fazer com que a máquina entenda o homem e não o contrário, vá até o site: http://www.realidadeaumentada.com.br/ e imagine as possibilidades.

Aplicaçõe da neuropsicologia:

Em sistemas computacionais:




Na medicina e neuroeducação:

http://irlen.com/index.php?s=what

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A arte de falar e ouvir e o ouvido humano

O ouvido humano direito, para pessoas destras, escutam melhor as palavras:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2009/06/24/ouvido-direito-mais-eficiente-indica-estudo-756494029.asp





O lado direito das pessoas é controlado pelo lado esquerdo do cérebro, no caso o lado esquerdo, responsável pela codificação da linguagem, é mais eficiente que o outro lado, responsável porém pela prosódia da linguagem (Prosódia (originário do grego προσωδία) é o estudo do ritmo, entonação e demais atributos correlatos na fala).


Pesquisas da psicóloga Úrsula Bellugi:


“Pessoas normais conhecem melhor palavras projetadas do lado direito do campo visual do que do lado esquerdo, mesmo se for em hebraico, que é escrito da direita para esquerda...[]... Já a discriminação de tons melhora quando eles são tocados no ouvido esquerdo, mais freqüentemente conectado com o hemisfério direito, relacionado a questões espaços-visuais.”

“Quando se pede a alguém que faça sombra à fala de outra pessoa (repetir o que ela diz à medida que vai falando) e, simultaneamente, bata com o dedo da mão direita ou esquerda, custa-lhe mais bater com o dedo direito do que com o esquerdo, por que o dedo direito compete com a linguagem pelos recursos do hemisfério esquerdo.”

Do livro “O instinto da Linguagem”, p. 385, Steven Pinker, Ed. Martins Fontes.

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Onde erramos ao ouvir idéias ou apresentá-las aos outros

Como sempre gosto de fazer, vou apresentar o texto principal com uma pequena estória tirada do cinema, o autor do livro, a selecionou também, mas em outro exemplo. Este texto e muitos outros estavam na minha coleção de recortes sobre o título amplo: “Onde erramos ao ouvir idéias ou apresentá-las aos outros” que preparo para um dia fazer uma apresentação, talvez numa pequena oficina de criação. Faço isto por mim mesmo, já que sou campeão em não saber apresentá-las direito aos outros, eu tinha que ser bom em alguma coisa aqui nos meus 26 anos...



“...Nossas palavras compõem nossa identidade social tanto quanto nossa aparência e nosso comportamento, portanto uma trama de equívoco de identidade desnuda alguma das maneiras com as quais tentamos encobrir nossas intenções na língua.
Na comédia Tootsi, de 1982, Michael Dorsey (representado por Dustin Hoffman) é um ator desempregado que se disfarça de atriz de meia idade, Dorothy Michaels...” que faz amizade com uma jovem atriz, Julie Nichols (interpretada por Jessica Lange). Michael se apaixona por ela. Numa bate-papo entre as duas, a jovem se solidariza-se com Dorothy, “falando de como é difícil ser solteira nos tempos modernos:

Sabe o que eu queria? Que um cara fosse honesto o suficiente para falar direto para mim, na cara: Olha, sabe, também estou confuso com isso tudo. Eu podia te encher de papo furado, fazer um grande teatro. Mas a verdade pura e simples é está: acho você muito interessante. E gostaria de fazer amor com você”. Simples assim. Não seria um alívio?.

Mais tarde, no filme, um capricho do destino coloca Julie lado a lado de Michael, irreconhecível, num coquetel em Nova York. Michael se aproxima dela no balcão do bar:

Oi. Micke Dorsey. Bela vista, hein? Sabe, eu podia te encher de papo furado. E podíamos ficar fazendo um grande teatro. Mas a verdade pura e simples é que eu te acho muito interessante. E queria fazer amor com você. Si...

E, antes que ele possa dizer “Simples assim”, ela joga um taça de vinho na cara dele e vai embora.”


Uma obra para compreendermos a língua, feita por Paul Grice, “Lógica e conversação”, propõe que o uso da linguagem na conversação possui um racionalidade específica, enraizada na necessidade de os parceiros da conversação cooperarem entre si para transmitir sua mensagem. Os falantes aderem tacitamente a um “princípio de cooperação”, disse ele: eles ajustam suas afirmações para o objetivo e a direção momentâneos da conversa. A operação exige que eles monitorem o conhecimento e as expectativas do interlocutor e prevejam a reação dele a suas palavras. Grice resumiu o Princípio da Cooperação em quatro “máximas” conversacionais, que são os mandamentos que as pessoas seguem tacitamente (ou deviam seguir) para fazer a conversa fluir com eficiência:



Quantidade:

• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] nada menos do que a conversa exige.
• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] nada a mais do que a conversa exige.

Qualidade:

• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] o que você acha ser falso.
• Não diga [verbalmente ou visualmente, grifo meu] coisas para as quais não tem provas.

Modo:

• Não seja obscuro.
• Não seja ambíguo.
• Seja breve.
• Seja organizado.

Relevância:

• Seja relevante.”



Páginas 425-429 de “Do Que É Feito O Pensamento”, Steve Pinker, Cia das Letras. 2008.

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26 outubro, 2009

Paralelos de um controle total

Para arejar minha mente no fim de semana, decide ir ao Festival Internacional de Quadrinhos, ocorrido aqui em Belo Horizonte neste mês, há 3 semanas, lá no Palácio das Artes e no Parque Municipal. Avistei um livro que já me era familiar de comentários e artigos pela internet. Resolvi comprá-lo, e além do interesse anterior, o autor, um canadense, estava lá para autografar, sem fila nenhuma. O livro tem o título  Pyongyang, e o subtítulo: “Uma Viagem à Coréia do Norte”, o autor: Guy Delisle, que mora hoje com a família no sul da França. Ele autografava o livro para todos da fila e ainda desenhava uma das cenas contidas também no seu livro.
O autor foi enviado por um estúdio francês de produções para tv, para supervisonar a produção terceirizada da estatal SEK, Norte Coreana, por dois mêses.Sendo desenhista, ele fez o livro na forma de quadrinhos, com um humor muito sutil, para quem conhece as questões envolvidas do controle autoritário por parte do estado (empresa) e seus habitantes (empregados), e não é por acaso que uma das primeiras pinceladas deste humor é destacada no início, quando ele escolhe justamente levar o célebre livro de George Orwel , 1984, junto com sua bagagem de mão, juntamente com um rádio portátil. Como no livro 1984, muitos temas são proibidos de se falar na Coréia do Norte, as pessoas fingem ignorar, como numa passagem que ele pergunta ao seu guia: “O que é aquela construção ali?”, o guia responde não saber o que é, apesar do prédio ter centenas de metros de altura, e estar inacabado. Ele algumas vezes sem autorização saía pelas ruas à pé, e as pessoas fingiam ignorá-lo, ele imaginava que se alguém conversasse com ele, mesmo para perguntar se estava perdido, poderia ser considerado um traidor, informante, colaboracionista, ou seja, um crime. Existem passagens muito interessantes, como uma que os trabalhadores da limpeza de um prédio, estão amarrados por uma corda, e todo o sistema que os mantém seguros é uma roldana simples, uma armação metálica com pedras e tijolos sendo usados de contrapeso, ou quando ele vai a um museu de corredores imensos, com o chão em mármore espelhado, eles pedem a ele tirar os sapatos e colocar pantufas para não riscar o chão do museu.
Se você já sentiu alguma vez que seu trabalho é tedioso ou sufocante, talvez mude de idéia ao se deliciar na leitura deste, mas infelizmente vai notar que não estamos muito longe disso no capitalismo ocidental, aqui as coisas são tão sutis quanto o humor de Guy Delisle, e as pessoas também fingem ignorá-las.

O livro: Pyongyang: uma viagem à Coréia do Norte, Guy Delisle. Campinas, SP: Zarabatana Books, 2007.
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p.s.

Depois de escrever o texto acima, descobri um texto de um filósofo do século I, Epicteto, sobre como lidar com a ética em ambientes hostis: http://svmmvmbonvm.org/epicteto.pdf

O mundo redescobre Minas Gerais

Ouro Preto

O repórter do New York Times, Seth Kugel, convidou outros dois escritores americanos a viajarem a Minas Gerais, começando por Tiradentes. Eles convidam o mundo a conhecer o Brasil além do tradicional: Rio de Janeiro, Florianópolis e as florestas tropicais e pantanal. Leia a história e veja as fotos no link (em inglês) abaixo, mas use o Google Translator caso ache necessário:

http://travel.nytimes.com/2009/10/25/travel/25brazil.html
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23 outubro, 2009

A reificação de modelos de mundo nada racional

  • Palavras de Anatole Kaletsky, principal comentarista econômico do Times de Londres:

A profissão de economista deve ficar com muito da culpa pela atual crise. Se for para se tornar útil de novo, ela deve passar por uma revolução intelectual – tornando-se ao mesmo tempo mais ampla e mais humilde.
 (Revista Época Negócios, Outubro de 2009, página 143.)

  • Texto de um jornalista da Rede Globo num debate recente:

O jornalista Valmir Salaro, repórter da TV Globo, afirmou que depois do caso Escola Base, em que donos de uma escola infantil foram presos sem provas, desconfia até de si mesmo...[]


...Existe muita arrogância no jornalismo e o profissional que cobre essa área sofre muitos preconceitos dentro da redação. Disponível: http://www.comunique-se.com.br/, acessado em 23/10/2009.


Uma pesquisa que venho fazendo, mostra que um erro recorrente nos profissionais que trabalham com reificação de modelos mundo, é que estes assumem que o modelo reduzido proposto é o próprio mundo, não lembrando que o mundo real é dinâmico e se modifica para pior ou para melhor, lembrando das palavras de Mário Sérgio Cortella, na primeira palestra inaugural da Universida de Cemig.

Não foi por acaso que o tema da primeira palestra foi muito bem proferida e sutilmente tocou no assunto da arrogância epistemológica e na troca de informações entre pares, pois existe uma tendência natural em perdermos nossas referências em relação ao que não nos é conhecido ou de acharmos que o conhecimento é um reconhecimento, de sabermos mais o que já sabemos e não mais nos inovarmos.

Mas até aqui não falei nada novo e que já não foi estudado antes em outros campos do saber. Mas o que proponho é novo: que os profissionais de análise e programação tenham um treinamento para terem uma visão de mundo mais ampla (holística ou Gestáltica, como queiram) e ao mesmo tempo sobre si mesmos (Sólon - Circa 640 a.C. – 560 a.C.: “Conhece-te a ti mesmo), no sentido de conhecerem os mecanismos que nos levam a posicionarmos tão firmemente em nossas convicções, e que certamente quando não bem embasadas corretamente, nos levam aos maiores erros.

Para exemplificar que nem tudo é racional, pois dentro do espírito da palestra, se uma pessoa sabe algo e a outra também, a troca destes conhecimentos faria que o resultado da operação fosse 4 e não zero, pois isto não é um jogo de soma zero. Por que 4? Pois inicialmente cada um sabe uma unidade de conhecimento, depois da troca eles sabem cada um duas unidades de conhecimento, agora eles são multiplicadores dele, mas somados. Mas isto não funciona na prática. Para exemplificar isto, recorro ao “jogo do investimento”, uma variação do Dilema do Prisioneiro:


Regras:

No início de cada uma das dez rodadas, o jogador A recebe um cacife de US10. Ele pode ficar com tudo ou investir parte ou todo o dinheiro no “banco” do jogador B. Todo o valor investido é triplicado. E B tem a opção de devolver qualquer quantia para A.

Resultados:

Se o jogador A fica com US$5 e investe US$5, o jogador B tem US$15 para dividir entre eles. Se forem honestos, os dois jogadores “enriquecem”. Quanto mais A investir, mais dinheiro haverá para os dois dividirem. Com freqüência, porém, um dos dois reduz o repasse, levando o oponente a encerrar o jogo ao não dividir mais o dinheiro.

Explicação:

O córtex cingular, que processa tonto as emoções como o pensamento abstrato, torna-se especialmente ativo depois que um dois jogadores “trai” o outro na divisão do dinheiro. A resposta à “trapaça” é uma espécie de vingança.
(O investidor no Laboratório, página 140, Época Negócios, outubro 2009).


Se levarmos em conta que na experiência acima pode ser reexaminada no contexto sobre uma troca de informações ao invés de dinheiro, encontraremos os mesmos princípios para o sucesso ou o fracasso da troca.

 Dentro do nosso contexto de trabalho, como amadurecer uma equipe de programadores que vêm de diferentes e múltiplas experiências pessoais e profissionais e que aqui ainda tenham que trabalharem juntos, e mais, no que se refere a testes de sistemas computacionais, o que manda as boas práticas, que existam duas equipes, que se revezem entre si, ora uma é a que desenvolve sistemas, ora ela é que testa os sistemas feito pela outra equipe. Como fazer com que estas tenham um máximo de rendimento no que se refere a realmente testar efetivamente um produto e não apenas testá-lo como “pró-forma” . E seu se o contrário ocorrer, um teste mais profundo levantar tantos problemas que a outra equipe não estiver madura o suficiente para aceitar as implicações e correções dos erros.

Como seres humanos que somos, pressupõe-se isto para afirmar que temos muito mais “sensores” de nos posicionarmos contra mudanças e novas idéias do que aceitarmos tranquilamente mudanças e novas idéias, pois basta procurar quantas palavras que definem nossos sentimentos e verá que temos muito mais para sentimentos de medo e aversão do que para o prazer. Exatamente por isso minha proposta acima. O preâmbulo dele está comigo para quem interessar.
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22 outubro, 2009

Tomando açaí

Adoramos tomar açaí. Minha filha foi iniciada no açai quando ela tinha 1 ano, foi lá em Caxambu. Depois disto nós não dispensamos uma boa tigela geladinha. Esta que vocês veem na foto foi tirada lá em Itaúna durante as férias de julho. Maria Tereza também estava conosco, e aliás, foi ela que tirou a foto.

Eu e Maria Eduarda

Curtindo as féria de julho de 2009, lá em Macacos.

17 outubro, 2009

Uma palavra de coragem

Minha filha fez questão de ganhar este ursinho. A criança escolhe varios itens como roupa, cheiro, sons e coloca no seu urso. No momento da escolha das qualidades do ursinho ela escolheu a palavra "Coragem" para que este a tivesse entre as qualidades principais da personalidade. Perguntei a ela o porquê, ela disse:

_ Admiro as pessoas de coragem, igual o Harry Potter...

As férias mais longas de minha vida...


Vacation
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Esta foto foi tirada por um amigo meu lá na Praça da Liberdade, durante as férias escolares de minha filhinha, Maria Eduarda. Levei a bicicleta dela para ela dar umas voltas por lá. Acho que este dia fui de taxi, coloco a bicicleta no porta malas do taxi.
Ela fez uma carinha muito interessante aqui!

Criança Feliz


Maria Eduarda
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Se alguém me perguntasse um exemplo de alegria de criança, não teria dúvida em dizer que é minha filha, graças a Deus, é um exemplo do sorriso de uma criança feliz.

If somebody asked an example to me of joy child, I would not have doubt in saying that my daughter, thanks to God, is an example of the smile of a happy child.


Um poema que dedico para minha filhinha:

Eu tenho um poema.

Já te vejo lendo
No fundo tudo é branco
Minhas linhas são listras pretas
Tenho os pés na terra escura
Nasci touro e sou gente
Cativo pela curiosidade

Vejo, mas agora enxergo
Criatividade é amor às avessas
Componho em retratos
O imperfeito sempre melhora
Sou de carne , mente e ouço
Seu poema curto

14 outubro, 2009

Maria Eduarda


Maria Eduarda
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Outro dia lá no Hotel Águas de Caxambu, onde passava os meu contagioso e alegre fim-de-semana com minha filhinha, Maria Eduarda, ela me confessou uma coisa que já sabia no íntimo:

_Papai, adoro ouvir você contar estas estórias, mas do seu jeito...


É que eu comprei uma coleção de livros da Cia. das Letras, sobre mitos e lendas de vários países. Logicamente que as vezes eu leio o texto do livro e outra vezes eu conto com a minha intepretação, já que nem sempre o livro está por perto. Agora eu descobri que ela gosta mesmo é de ouvir minhas estórias baseadas neles.

Uma vez ou outra eu conta algumas em que o ser com que nossos heróis tem um combate, padessem, ou seja, morrem. Aí que está a parte engraçada. Ela não me deixa matar o minotauro, o Leão, a Hidra de Sete-Cabeças... Por aí a fora. O Hércules nunca vai terminar seus 12 trabalhos...

Ela fala assim: "Morrer não! O bicho fugiu pelo mar..."

Vejo uma grande empatia de minha filha por todos os seres vivos, mesmo os que nestas estórias não mereceriam qualquer sinal de compaixão por parte de nós, os outros, seres-humanos normais, comuns, ou como queiram, sem a estrela que ilumina a minha filhinha...

12 outubro, 2009

Pet Shop Boys, Pandemonium Tour


Pet Shop Boys
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Nunca imaginei ir a um show deste grupo. Duplamente, pois pensei que não iria gostar de um show ao vivo, pois sei que eles usam dos recursos eletrônicos e que não teriam uma banda...

Mas o que vemos no show deles é um uso criativo dos recursos de imagem e som além dos bailarinos, das roupas, que são trocadas em cada mudança de música. Afinal, se não tem uma banda para apreciarmos, estes recursos tem que ser impecáveis. Vale a pena ir vê-los!

Comprei meu primeiro disco deles em 1992, aquele colorido, de nome Introspective. Que hoje eu sei que representa o movimento gay. Para mim eles são os músicos, e nisto eles fazem bem.
Depois deste primeiro, comprei todos os que não tinha e os que saíram depois do cd Instrospective.

O público que estava no Chevrolet Hall, muita gente mais velha do que eu e jovens também. É incrível a atualidade deste grupo!

Me resta então sonhar em uma viagem a Inglaterra e vê-lo num palco inglês.

O Lago dos Cisnes

Este espetáculo me marcou muito. Foi minha primeira incursão no mundo da fotografia, procurando fazer fotos criativas, num espetáculo grandioso. Também me marcou a questão da preparação mental para se fazer as fotos. Explicando melhor: as melhores fotos que tirei, foram previamente delineadas na minha memória, de cena vistas de outros espetáculos ou cenas de outras fotos. Apliquei-as aqui com sucesso.

Para saber mais sobre a foto leia no link abaixo: http://www.flickr.com/photos/hkclebicar/1034439684/