16 março, 2016

O que é fazer a coisa certa? Ou o porquê que não existe segredo do sucesso da Alemanha!

Numa palestra de um CEO de uma grande empresa brasileira*, mineira,  feita para o público de alunos de engenharia da PUC-MG no ano passado, este disse enfaticamente:

_ Ao entrar na nossa empresa  vocês estão sendo CONSTANTEMENTE  observados! Tudo o que fazem é observado, nós não lhes dizemos,  mas são CONSTANTEMENTE observados!


No momento não avaliei a frase profundamente, mas algo me soou estranho! Não era o momento de dizer nada, afinal todos estávamos lá obrigados pela direção do departamento! Não foi nossa  opção individual. Mais tarde refleti sobre aquelas palavras, ditas talvez com o intuito prático e não para ser uma reflexão filosófica ou acadêmica. Tenho certa noção de liberalismo político e econômico, mas  também senso de “direito e dever” já que cresci sobre a égide da “ditatura”.  O  que faz de nós nascidos nos anos 60 ter um pouco mais familiaridade com o que de fato seja “dever”, e não o que temos hoje: “pode mas não deve”!
Li o livro “Justiça” de Michel Sandel e ainda vi  suas palestras (clique aqui!) postas de forma gratuita pela Universidade de Harvard na internet. Ele nos ensina um principio categórico kantiano: fazer algo por sua essência e não por suas vantagens finais. Seria exatamente o contrário que nosso palestrante quis dizer, pois ele pede para fazer algo CORRETO porque alguém o está vigiando, e não para fazer algo correto pois é a melhor política, mesmo que NINGUÉM esteja vigiando! Você devolve um troco dado a mais pois teme ser chamado de ladrão ou porque devolver o troco é a coisa CERTA a fazer?


Então faça a coisa certa não porque seu supervisor ou gerente esteja olhando , mas porque é a coisa certa a fazer!

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160131_segredo_alemanha_economia_ab



* De modo privado posso contar-lhes o desdobramento da palestra com este CEO, pois ele deixou seu telefone e e-mail para contato, e concretizei meu “feedback”. O que seria do mundo se não houvesse este retorno? (p.s. : Não espero ser contratado por isso!)

15 janeiro, 2016

O Brasil não é para principiantes!


Já conhecia a história relatada abaixo de um livro americano de edição em português (é lógico), mas como faz tempo que o li, reproduzo aqui a minha última leitura do livro do brasileiro Alexandre Carvalho (Os Sete Pecados, INVEJA), editora Leya.


A inveja da conta de Luz: invejoso paga menos.

Uma empresa americana de energia [elétrica] descobriu o caminho para as pessoas reduzirem o consumo de eletricidade: dizer que o vizinho gasta menos[*]


“Foi incentivando a inveja entre a vizinhança que a Opower, uma empresa da California[**], ajudou consumidores a economizar 1 terawatt-hora de energia em três anos – o suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes por 12 meses. A companhia conseguiu  isso inventando uma conta de luz que informava, além do consumo da residência, o gasto de energia dos vizinhos no mesmo período. Quando um gastão – do tipo que passa meia hora no chuveiro – percebe que o morador da casa ao lado paga menos de eletricidade [sic], ele reduz o consumo- e acaba pagando menos também. Psicologia comportamental aplicada é isso aí”.


Mas não sei se aqui no Brasil isso funcionaria, pois o “Brasil não é para principiantes”! Não é das lembranças dos nossos jovens colegas, futuros gestores da Cemig, na época dos planos econômicos passados, houve o congelamento de preços, os fazendeiros “esconderam” seus bois (não me perguntem onde!). O José Sarney, (sim, ele já foi presidente do Brasil!) foi a televisão em rede nacional e pediu aos brasileiros que NÃO COMPRASSEM CARNE! Seria um boicote, tal qual o governo argentino tinha feito e dado resultado! No outro dia os brasileiros (classe média) correram para os açougues comprando a maior quantidade de carne possível e ainda comprando “freezers” para guardar a provisão de carne! Mas aqui como eu disse antes: “O Brasil não é para principiantes!”



*Confesso que depois que li a reportagem do livro do autor americano, mostrei minha conta de energia elétrica para alguns colegas para ver se eles me imitavam, pois minha conta era de R$63,00 (sessenta e três reais). Mas agora com os aumentos da dona você sabe quem, minha conta já está a mais de R$90,00 (noventa reais). Mas lá em casa é trifásico, eu não sou de “baixa-renda”, não deveria ter a isenção por gastar menos de tantos quilowatts por mês, incentivo este cortado este ano pelo governo mineiro atual, e que para mim foi acertado (sou thatcheriano nessa hora),  então o critério para o desconto deveria ter mais de um parâmetro e não somente o consumo mensal em quilowatts.


**A Califórnia ano passado enfrentou uma série de “apagões” no seu sistema elétrico, um dos motivos foi a falta de água nos reservatórios de suas usinas hidrelétricas!

10 janeiro, 2016

Gratidão

Se há alguns anos atrás eu pudesse escolher alguém para conhecer nos EUA, eu escolheria o autor Oliver Sacks.
Por que? Respondo com as palavras do próprio Sacks:

Deste muito pequeno minha tendência é lidar com a perda – a perda de pessoas que me são caras – voltando-me para o que não é humano. Quando me mandaram para um colégio interno aos seis anos, na eclosão da Segunda Guerra Mundial, os números se tornaram meus amigos, retornei a Londres, aos dez, e  os elementos e a tabela periódica passaram a ser meus companheiros. Épocas difíceis ao longo de toda a minha existência levaram-me a buscar as ciências físicas ou retornar a elas: um mundo onde não há vida, mas também não há morte.”

Mas não seja grato somente para provar algo para alguém, dê a gratidão como um presente de coração, e falando como um cientista, a única explicação imediata para nossa existência num mundo caótico é nosso esforço em vencer a entropia, alimentamos de entropia negativa, o que vocês podem chamar de amor!


“Não consigo fingir que não estou com medo. Mas meu sentimento predominante é a gratidão. Amei e fui amado, recebi muito e dei algo em troca. Li, viajei, pensei, escrevi. Tive meu intercurso com o mundo, o intercurso especial dos escritores e leitores.







04 dezembro, 2015

Catastrofes (Nem Tanto) Naturais, o acidente de Marina

Patrícia Highsmith é conhecida por seus contos de suspense. O primeiro livro que eu li dela foi esse da figura ao lado, Catástrofes (nem tanto) Naturais. E lembrando nossa catástrofe em Mariana, Minas Gerais, nos leva o por que não foi usado o  pessimismo inteligente?  Mas o que se faz hoje é o uso amplo de seu oposto, o otimismo inescrupuloso, e certamente de um pouco menos de dinheiro, e ouso dizer, talvez nem sempre um custo final menor! Vejam o caso do prejuízo social do acidente de Mariana.
Pensamos nos filmes e livros de desastres, e se a vida imita a arte ou  vice-versa?  Lendo qualquer um das suas histórias neste livro você vai identificar que realmente muitas das mazelas do mundo poderiam ser evitadas com um custo a mais de pensamento, o que eu faço questão de chamar de
Ontem pude fazer uma pergunta para Luiz Pingueli Rosa, físico e ex-ministro das Minas e Energia,  no 7º debate promovido pelo CCBB, Arte e Ciência”, o segundo convidado era Ivald Granato, artista plástico.  Perguntei aos dois convidados o que o acidente de Mariana tinha entre a “Arte e Ciência” (uma pergunta maliciosa em relação ao significado da palavra “arte”) , pois do contrário de uma arma nuclear (citado  por ele como paradigma maior da ciência do século XX), um empreendimento industrial não deixa de ser uma arma apontada contra a humanidade quando não bem administrada. Pinguele respondeu que a responsabilidade da empresa é fragrante, mas que existe também a responsabilidade municipal, estadual e federal [eu acrescento ainda: CREA-MG, Ministério Público], já que tecnicamente todos devem cumprir procedimentos de segurança mínimos. Quanto ao uso de água naquela quantidade, isto seria outro absurdo técnico*, já que temos outras maneiras de manejo de resíduos. A população local deve saber o grau de risco, faltou transparência!
Estas duas empresas tem ações na bolsa de valores de Nova York. As agências reguladoras americanas vão fazer a parte que lhes cabe, se não for pela população afetada, será pelos acionistas afetados quanto a afirmação que o dinheiro dos acionistas está confiado em “ações” (modo de agir) de empresas com selo de sustentabilidade social duvidoso.

Estamos muito mais próximos do mundo de Highsmith que nossa vã filosofia poderia imaginar. Daqui há 4 (quatro) anos outro “acidente” ocorrerá, e de novo procuraremos os (ir)responsáveis...



* Usar a água como veículo? Sim, mas não reaproveita-la é o absurdo técnico já que isso aumenta volume de armazenamento, e este é o que limita tecnicamente a extração de material de uma mina.  Então por que não retirar um bocado de água e reaproveita-la num ciclo fechado?

Disponível em: 
http://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/view.php?id=87083&src=eorss-nh

Acessado em: 03/12/2015 10:27:40

27 novembro, 2015

Iconografia trágica, se não fosse cômica!

O título mais do que lugar comum, o subtítulo mais do que retrógrado e esquerdista, do tipo daqueles de carteirinha!

A imagem , é de Alexander von Humboldt:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_von_Humboldt:

Mas o título do livro é: "O Fenômeno Humano", o subtítulo: "Os reais objetivos da viagem de Charles Darwin no H. M. S. Beagle".

A imagem que deveria aparecer seria a de Charles Darwin e não a do biólogo prussiano Alexander von Humboldt.  Eu abri o livro e notei que o autor dedica uma capítulo para Humboldt. Certamente o tempo dos primeiros exploradores como Humboldt, a europa e especificamente a Alemanha vivia o auge do romantismo do seculo XIX. O que seria demolido com as novas ideias de Darwin, e posteriormente, mal interpretadas sob o domínio do chamado Darwinismo Social e sendo usado para a justificativa da colonização de outros povos, ditos, menos "evoluídos". Nada mais errado que a crítica sob Darwin e menosprezar sua intenções humanitárias.  Uma das grandes frases não enfatizadas pelos seus detratores é a seguinte:

"Se a miséria de nossos pobres não é causada pelas leis da natureza, mas por nossas instituições, grande é nossa culpa."

Charles Darwin.



Mais:



Esta foto sim está com a "legenda" certa, o biólogo prussiano está com o nome correto na imagem correta!


25 novembro, 2015

Me dê conta de tanta conta!





Tem gente que conta para não fazer conta,

Tem gente que conta para fazer conta.


Tem gente que não conta para não fazer conta,

Tem gente que conta para não fazer conta.



Tem gente que não sabe contar o que faz,

Tem gente que sabe não contar o que faz.


Tem gente que faz não contar o que faz.

Tem gente que conta não fazer o que faz.


Tem gente que não sabe fazer conta,

Tem gente que sabe e não conta.


Tem gente que não sabe fazer conta que conta,

Tem gente que sabe fazer conta não conta.

Tem gente que conta gente que não sabe fazer conta,

Tem gente que não conta com gente que não sabe fazer conta.


Tem gente que só faz o que dá conta,

Tem gente que só conta o que faz.



Tem gente que não faz até o que dá conta,

Tem gente que faz até o que não dá conta.


Tem gente que só faz o que não é de sua conta,

Tem gente que não é de sua conta faz,


Tem gente que só conta o que o outro faz,

Tem gente que só faz o que o outro conta.


Tem gente que só conta o que o outro não faz,

Tem gente que só não faz o que o outro conta.


Tem gente que faz e não conta,

Tem gente que não conta e faz.


Tem gente que conta e não faz,

Tem gente que não faz e conta.


Tem gente que não sabe que não conta,

Tem gente que sabe que não dá conta.


Tem gente que conta que não faz, 

Tem gente que faz o que não conta.


Tem gente que faz de conta que não conta,

Tem gente que não conta que faz que conta.


Tem gente que faz de conta e conta,

Tem gente que não faz conta e faz.


Tem gente que faz conta e não faz,

Tem gente que não faz conta e não faz.

Tem  gente fazendo conta que estamos fazendo conta do que faz,

Tem gente que faz conta precisa dar-se conta que precisamos nos darmos conta que se faz tanta conta para no fim não darmos conta das próprias contas.

Mas claro, isso não se conta!

O último homem e o último rinoceronte


Um grande elefante branco, digo, um grande rinoceronte branco de Minas Gerais é desencalhado da lama tóxica da Samarco. O Ministério público de Minas Gerais já entrou com pedido de indenização contra ela mesma (sim, sobre si mesma! Eles merecem!). 
Ao que nos parece, ela  vive uma crise de identidade, pois não sabe a quem proteger, pois segundo foi dito por uma autoridade do estado, a Samarco também é vítima!


O Rinoceronte

Peça de Eugène Ionesco que mostra a transformação dos habitantes de uma cidade em Bestas é vista como crítica à alienação da sociedade contemporânea

“De modo inesperado, sem mais nem menos, um rinoceronte surge na praça de uma cidade indefinida. Todos se surpreendem, mas a vida continua. Então aparecem outros rinocerontes. O burburinho ganha vulto. Seria uma ilusão? Teriam vindo da África ou da Ásia? Seriam unicórnios ou bicórnios? Uma senhora diz que está sendo seguida por um desses bichos enormes. Os bombeiros descobrem que, na verdade, o animal era o marido dela, metamorfoseado em rinoceronte. Não tarda e quase toda a cidade se vê vítima da "rinoceronite", a doença que transforma seres humanos em animais selvagens. Todos passam a apreciar a moda de ser rinoceronte. Estranho seria o aspecto humano.

Um único cidadão resiste à epidemia: Bérenger, humilde funcionário que, ao notar que algo está errado nesse comportamento, critica a atitude de seus concidadãos. Entretanto ele paga caro por ser diferente. Desprezado até pela noiva, diz no diálogo final: "Ah, como gostaria de ser como eles. Mas, infelizmente, não tenho como! Infeliz daquele que quer conservar a sua originalidade! Muito bem! Tanto pior! Eu me defenderei contra todo mundo! Sou o último homem, hei de sê-lo, até o fim! Não me rendo!".

Ele crítica a uniformidade da sociedade burguesa, a submissão ao poder e a distorção da razão * são os temas centrais. Escrita em 1959, a obra é uma crítica ao estado de alienação ou de fanatismo coletivo em que caíram as sociedades modernas. Para alguns críticos, a neurose coletiva e contagiosa seria uma sátira ao fascínio irracional* que levou, por exemplo, milhões de pessoas a aderir ao nazismo. Outros acreditam que o espetáculo é uma condenação a toda forma de governo totalitário...[ ] “

* Eu critico esta parte por achar que tudo o que vivemos também é resultado das falsas esperanças (“otimismo inescrupuloso*”) do iluminismo e do racionalismo que postulou que a razão ou qualquer coisa que isso signifique deixaria nossa sociedade (e as pessoas) mais justa e tomaria as melhores decisões sobre si mesma.

**Termo cunhado por Roger Scruton no livro: “As Vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança”.

Texto completo disponível em: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/rinoceronte-643103.shtml

Acessado em: 25/11/2015





















22 novembro, 2015

19 novembro, 2015

Vista grossa e amém... (Melô do Fiscal)

Vista grossa e amém... (Melô do Fiscal)

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Acredite em mim e no patrão também
Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Isto está muito bom e nada de prova dos nove
Vista grossa e aprove!

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Você não aprova isto sim é que não fica bem!

Esta prova está boa
Mas assim você me magoa
Insistindo em não aprovar...

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
E vamos relaxar...

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Você não aprova isto sim é que não fica bem!

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Isto está muito bom e nada de prova dos nove
Vista grossa e aprove!

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
Você não aprova isto sim é que não fica bem!
Esta prova está boa
Mas você me magoa
Insistindo em não aprovar...

Vista grossa e amém
Vista grossa e amém
E vamos nos relaxar
Vamos nos relaxar...

A adaptação da letra é minha, a melodia é do Roberto Carlos:

http://www.vagalume.com.br/roberto-carlos/vista-a-roupa-meu-bem-1970.html#ixzz2t1U7iVA8



23 outubro, 2015

My Education Project at IEEE-DIY

Faraday-Neumann-Lenz’ Law


The Faraday's law of induction, elaborated by Michael Faraday in 1832, states that the induced current in a closed circuit involving a magnetic field is proportional to the number of flow lines running through the area involved the circuit per unit of time.
Franz Ernst Neumann, in 1845, wrote the law mathematically: 

 ∆ F = I X B ∆s

Where the magnetic flux, defined as:

 φB = ∫ E ∙ dS

The surface S is any surface whose edge is the circuit that is suffering induction. Using the definition of FEM and making infinitesimal have:

 ∫ E dl = - dφ/dt. 

By definition, the symbol E is the induced electrical field, dl is a circuit element and dφ/dt is the variation of magnetic flux in time. Heinrich Lenz has added the negative sign in equation 1833 because it was found that the induced current is opposite to the direction of variation of the magnetic field that generates.

I designed an experiment that should provide the student of the early years of graduation, either in the Calculus course, physics, or any of the modalities of engineering courses, the capability to see the mathematical principle with the physical events that it entails. With that aim, I’ve used a copper billet thick enough to ship the maximum magnetic flux lines of a neodymium magnet with 3.5 cm in diameter and 1 cm of height with the form of a coin. The two pieces are used to work together with a support base and a support rod. The base was constructed with polyester, and serves to raise the billet metal base. We can remove the magnet that falls within your center hole, too. The base also has a lighting system for the dowel hole of the display, an LED with a switch on its side, and a battery cell (2 X 1.5 V). The base also has a rod serving to attach a transparent PVC pipe, aligned with the center of the copper’s billet hole. The tube is used to guide the fall of the magnet into the hole and has a height sufficient to one visualize the speed fall of the magnet moving to the bottom. This action arises from the magnetic force generated by the voltage induced in the billet of copper by varying the magnetic field due to the fall  of the magnet. The abrupt damping of the  magnet droping is caused by the rapid variation of the magnetic flux in the time. This rapid change of the flux  also generates a force proportional to the flux variation. The force  brakes the magnet fall and prevents it fall down pulled by gravity (g = 9,81m /s2).
It was also installed along the billet  a copper coil, in order to sent many magnetic field lines, generated by the magnet to pass through the bore copper billet
The a force against the electromotive coil is analogous to the electromotive force induced inside the billet. One cannot measure directly this force. An oscilloscope is placed in the outer coil terminals to measure the output voltage of the coil. A voltage pulse occurs when the magnet enters into the coil and another when it gets out it. The magnitudes of the pulses depend on the magnet polarity. By changing the side of the magnet it will change the form of the wave, from a negative wave to a positive one. When the magnet is fully inside the billet there are not cut off flux lines. Then, no voltage arises from the movement of the magnet. The magnet falls slowly, it which can be explained by Fleming's rule. An upward force is created, causing the magnet to slow down during its fall, and the greater his fall, the stronger the reaction force that will counteract its fall. This opposing force that arises is the negative sign that has been introduced into the  Lenz’s formula.
But again at the output the down hole, the situation changes, which causes that the  contributions of a pole are greater than the contribution of the other, generating another pulse-voltage again. Repeating the situation of the entrance, but in reverse! Students can view the entire meaning of the Faraday equation, by  the visual experience presented.

Vote here:  https://transmitter.ieee.org/diy/share?code=1f481&show=share



See this project at Youtube: https://youtu.be/pbHr6igz22g


13 junho, 2011

10 janeiro, 2011

Um antropólogo na berlinda



 “Todo ser humano é um antropólogo” (Roy Wagner). 




“[ ]... por mais que esses primeiros contatos sejam estremecidos por mal-entendidos, marcados por formalidades ou abrandados por cortesias, é necessário não obstante que ocorram, pois o mero fato de ser humano e esta num lugar [entre os objetos-humanos pesquisados] gera por si só certas dependências... E, ainda assim, o riso e a ternura que tão facilmente surgem nessas ocasiões jamais substituirão o companheirismo e a compreensão mais íntimos e profundos que são elementos tão importantes da vida em qualquer cultura. [ ]...Caso o bem-intencionado forasteiro, talvez sentido-se culpado pelos 'erros' que já cometeu, redobre seus esforços para estabelecer amizades, conseguirá apenas aumentar ainda mais suas dificuldades. [ ] ...essas frustrações iniciais tendem a se acumular, pois o padrão concernente à amizade com frequência se reproduz em muitos outros aspectos da vida social. Aos poucos, o pesquisador começa a sentir a efetividade de sua condição de pessoa diminuída, e é pouco consolo saber que as pessoas podem estar tentando 'agradar o estranho ou tornas sua vida mais fácil: mais vale uma incompreensão honesta do que uma amizade falsa. Mesmo o forasteiro mais tolerante e bem-intencionado, que se mantenha reservado e faça de tudo para não demonstrar sua frustração, acabará por achar extremamente desgastante a tensão de tentar preservar seus pensamente e expectativas e ao mesmo tempo 'respeitar' os da população local. Ele pode se sentir inadequado, ou talvez ache que seus ideiais de tolerância e relatividade acabaram por enredá-lo numa situação além de seu controle. Esse sentimento é conhecido pelos antropólogos como 'choque-cultural'. Nele, a 'cultura' local se manifesta ao antropólogo primeiramente por meio de sua própria inadequação;  contra o pano de fundo de seu novo ambiente, foi ele que se tornou 'visível'. Essa situação tem alguns paralelos em nossa sociedade: o calouro que entra na faculdade, o recruta no exército, qualquer pessoa que se veja na circunstância de ter de viver num ambiente 'novo' ou estranho há de experimentar um pouco desse tipo de “choque”. Tipicamente, a pessoa em questão fica deprimida e ansiosa, podendo fechar-se em si mesma ou agarrar qualquer oportunidade para se comunicar com os outros. [ ] ... Nosso sucesso e a efetividade de nossa condição de pessoas se baseiam nessa participação e na habilidade de manter a competência controladora na comunicação com os outros. O choque cultural é uma perda do eu em virtude da perda desses suportes. [ ]... Para o antropólogo em campo, porém, o problema é ao mesmo tempo mais urgente e mais duradouro. (A invenção da Cultura, páginas 33-34, Roy Wagner, São Paulo: Cosac Naify, 2010)




Estamos tão inseridos numa cultura que não nos damos conta que tudo isto que fazemos é uma invenção, e não quero dizer que a realidade é isto e blá, blá, blá...







Um referência  para o texto acima, me parece que tem tudo a ver com este link aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PDa1Ek3LVlc  ou clique abaixo:





Textos que recebi esta semana:


  • Mãe convence filhos a ficar sem internet e conta experiência em livro

http://www.revistadigital.com.br/namidia.asp?CodMateria=5546


Parece o sujo falando do mal lavado, mas estou desde junho de 2010 sem ver televisão, e de lá até o dia 22 de novembro, não postei nenhuma foto no meu blog de fotos. Somente abro e-mails de um círculo muito pequeno de pessoas, em uma mão apenas conta-se. Não leio mais jornais impressos ou seus fac-similes piorados na internet. Dediquei-me nos últimos mêses a ler livros durante minhas insônias. Bati o recorde, de leituras e infelizmente das insônias.  O lado positivo é que atualizei-me com meus autores preferidos e alguns outros que não conhecia. A lista é grande. Um deles é do texto acima, de Roy Wagner. Fabuloso seu livro, foi uma dica de meu amigo livreiro lá da livraria do Palácio das Artes, Adilson. As indicações dos links acima vieram de um de meus contatos de e-mail e o outro da revisto eletrônica que leio, a  www.revistadigital.com.br. Não dá para deixar de lê-la, pois sempre tem bons textos. Tenho pelo menos o direito e dever de escolher o melhor para ler, então que escolhemos os bons.




Metade bugre, metade alemão

   No livro de Michelle Petit, “A arte de Ler”, tem uma frase de uma garota colombiana que exprime tudo aquilo que toda minha curiosidade me impõe, ela disse assim para sua professora:

“No céu eles lêem poesias, no inferno eles as explicam”.

                Acho que definitivamente não sou um sujeito com uma mente para fluir poesia, felizmente ou infelizmente, talvez os dois ao mesmo tempo. Minha mente é muito racional, deixando a fruição apenas para a música, já que esta me é totalmente estranha! Se realmente tenho que fazer uma escolha, escolheria as duas, mas se for somente uma, sinto que quero ir mesmo para o inferno e tentar explicar todas as coisas e também  todas as poesias que puder.  Desaprendi muito cedo,  agora me dou conta que sou metade bugre, metade alemão. Gosto de ir nos caminhos tortuosos pelo lado bugre, permaneço neles pela outra metade. Sou um “off-road”, agora sei fazer-me referência a mim mesmo graças a esta poesia de Manuel de Barros abaixo, será que estou deixando de ser bugre e alemão? Talvez me tornando uma pessoa melhor e tendo inspiração, afinal, dizem que 90% é transpiração e 10% inspiração. Chegou a vez da última. A seguir, um trecho do poema:


Mundo Pequeno

(do livro  "O Livro das Ignorãças", Manuel de Barros)


VI

Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática.

27 dezembro, 2010

Em busca da pedra perdida



01de agosto de 2007 - aula de metereoritos

the three scientists  - Os três cientistasA aula com os três cientistas ao lado na foto, sobre geologia e metereoritos. Foi no Museu Mineiro de Mineralogia, que fica na Praça da Liberdade, Belo Horizonte, Minas Gerais.

Naquela época o professor Rui Luis, o do centro, indicou-me um lugar aqui em Belo Horizonte onde podériamos ver fósseis incrustados numa pedra de granito. Esta estava colada a parede de um prédio. Como isto foi há alguns anos, não me lembrava mais o lugar com certeza. As referências que lembrava eram que estavam na fachada de um banco e talvez na Rua Espírito Santo, não lembrava do número.


23 de novembro de 2010, a procura da pedra.


Começou minha "aventura" em pleno centro da cidade procurando fósseis...
Na frente de um dos Bancos que parei para verificar, ao me ver a procurar alguma coisa, o engraxate muito gentilmente me perguntou o que eu procurava. Prontamente eu respondi, e disse que procurava fósseis numa das paredes. Não haveria como ele entender de pronto o que eu lhe havia dito, e tentando ser mais gentil, ele me apontou para a agência do Banco do Brasil, do outro lado da rua, e disse:   Lá tem muita exposição".

Achei graça comigo mesmo com o mal entendido que eu mesmo provoquei. Disse que o que estava procurando era "fora do Banco" e não "dentro". Agradeci sua gentileza e me pus novamente a procurar os "fósseis" e que positivamente estes não estavam em nenhuma exposição num lugar específico, mas num sentido estrito da palavra, realmente mais amplo. Certamente os fósseis estavam a exposição há muitos anos, sem que muitos soubessem, principalmente os transeuntes.




Paleontologia

  • Acima a pedra com os fósseis que "encontrei" depois de uma procura insólita no centro de Belo Horizonte. Foto feita em 23/10/20010.


Paleontologia





























  • Para apreciar a exposição de fósseis que deve ter o título de mais longa do Brasil, se não do mundo, está situada na Rua Espírito Santo, 527, no centro de Belo Horizonte. 

26 dezembro, 2010

Arte em Foco, Ismail Xavier e Marília Rocha

Tive o prazer de conhecer o professor Ismail Xavier no Arte em Foco, onde ele deu uma aula de montagem vertical no cinema. Fiquei impressionado com a tamanha simplicidade de sua pessoa e da sua capacidade de transmitir aos alunos os conceitos da linguagem do cinema. Foram 3 dias muito proveitosos na primeira palestra nas novas instalações do Arte em Foco, na Funarte. Esta foi inaugurada em 25 de novembro de 2010.

Espero que continuem a proposta naquelas instalações e que sempre mantenham as verbas para tal empreendimento aqui em Belo Horizonte, já que nem sempre podemos contar com palestrantes como Rio e São Paulo.  É uma chance de receber novos pensamentos e conhecer gente interessada em transmitir o que sabe e aprender também com os ouvintes.

Uma dica para os leitores deste blog, um documentário que passa numa TV Educativa pelo satélite, uma TV aberta, se não me engano é TV Escola. O nome do documentário: Como a arte mudou o mundo, documentário da BBC. Nele mostra a força da imagem e do som, principalmente este último. Vale ressaltar um dos focos da questão: a civilização romana deixou marcas nos últimos 2 mil anos em nossa história ocidental, mas o que o cientista mostra naquele documentário são os aborígines da Austrália, que conseguiram passar uma mensagem por meios visuais e sonoros para seus descendentes, e isto há pelo menos 40000 anos... Muito antes e há mais tempo que a civilização helênica ou os próprios romanos.



Baixar a apostila por aqui:


A imagem se desvanece...

Tal como foi fabricado a imagem messiânica, barbudo, cabelos desgrenhados, pobre, humilde... Agora a nova imagem de Tiradentes, ou Joaquim José da Silva Xavier, sem barba, cabelos aparados, com o chapéu de alferes também está se desfazendo, não literalmente, mas apenas nesta parede. Tiradentes é o símbolo da nossa melhor polícia militar do Brasil, a PMMG.

Tomara que esta imagem também não se perca, já que a que está diante do batalhão de Operações Especiais da PM está se desvanecendo, precisando de um retoque.

Lembrando que o alferes Tiradentes, em valor de hoje, teria em um patrimônio avaliado em 600 kilos de ouro (documentos atestam esta afirmação). Realmente ele não era pobre e não tinha barba ao ser enforcado.