Este é o lugar onde eu escrevo o que realmente penso e sinto, pois eu nunca mais vou dizer o que realmente penso e sinto.
05 fevereiro, 2015
13 junho, 2011
Hique e Júnior Alves
Hique e Júnior Alves
Originally uploaded by Haroldo Kennedy
A música é capaz de elevar o espírito! Contagiante para o corpo também.
10 janeiro, 2011
Um antropólogo na berlinda
“Todo ser humano é um antropólogo” (Roy Wagner).
“[ ]... por mais que esses primeiros contatos sejam estremecidos por mal-entendidos, marcados por formalidades ou abrandados por cortesias, é necessário não obstante que ocorram, pois o mero fato de ser humano e esta num lugar [entre os objetos-humanos pesquisados] gera por si só certas dependências... E, ainda assim, o riso e a ternura que tão facilmente surgem nessas ocasiões jamais substituirão o companheirismo e a compreensão mais íntimos e profundos que são elementos tão importantes da vida em qualquer cultura. [ ]...Caso o bem-intencionado forasteiro, talvez sentido-se culpado pelos 'erros' que já cometeu, redobre seus esforços para estabelecer amizades, conseguirá apenas aumentar ainda mais suas dificuldades. [ ] ...essas frustrações iniciais tendem a se acumular, pois o padrão concernente à amizade com frequência se reproduz em muitos outros aspectos da vida social. Aos poucos, o pesquisador começa a sentir a efetividade de sua condição de pessoa diminuída, e é pouco consolo saber que as pessoas podem estar tentando 'agradar o estranho ou tornas sua vida mais fácil: mais vale uma incompreensão honesta do que uma amizade falsa. Mesmo o forasteiro mais tolerante e bem-intencionado, que se mantenha reservado e faça de tudo para não demonstrar sua frustração, acabará por achar extremamente desgastante a tensão de tentar preservar seus pensamente e expectativas e ao mesmo tempo 'respeitar' os da população local. Ele pode se sentir inadequado, ou talvez ache que seus ideiais de tolerância e relatividade acabaram por enredá-lo numa situação além de seu controle. Esse sentimento é conhecido pelos antropólogos como 'choque-cultural'. Nele, a 'cultura' local se manifesta ao antropólogo primeiramente por meio de sua própria inadequação; contra o pano de fundo de seu novo ambiente, foi ele que se tornou 'visível'. Essa situação tem alguns paralelos em nossa sociedade: o calouro que entra na faculdade, o recruta no exército, qualquer pessoa que se veja na circunstância de ter de viver num ambiente 'novo' ou estranho há de experimentar um pouco desse tipo de “choque”. Tipicamente, a pessoa em questão fica deprimida e ansiosa, podendo fechar-se em si mesma ou agarrar qualquer oportunidade para se comunicar com os outros. [ ] ... Nosso sucesso e a efetividade de nossa condição de pessoas se baseiam nessa participação e na habilidade de manter a competência controladora na comunicação com os outros. O choque cultural é uma perda do eu em virtude da perda desses suportes. [ ]... Para o antropólogo em campo, porém, o problema é ao mesmo tempo mais urgente e mais duradouro. (A invenção da Cultura, páginas 33-34, Roy Wagner, São Paulo: Cosac Naify, 2010)
Estamos tão inseridos numa cultura que não nos damos conta que tudo isto que fazemos é uma invenção, e não quero dizer que a realidade é isto e blá, blá, blá...
Um referência para o texto acima, me parece que tem tudo a ver com este link aqui: http://www.youtube.com/watch?v=PDa1Ek3LVlc ou clique abaixo:
Textos que recebi esta semana:
Mãe convence filhos a ficar sem internet e conta experiência em livro
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110106_winterdisconnect_pai.shtml
- Com a antena conectada até nas férias:
http://www.revistadigital.com.br/namidia.asp?CodMateria=5546
Parece o sujo falando do mal lavado, mas estou desde junho de 2010 sem ver televisão, e de lá até o dia 22 de novembro, não postei nenhuma foto no meu blog de fotos. Somente abro e-mails de um círculo muito pequeno de pessoas, em uma mão apenas conta-se. Não leio mais jornais impressos ou seus fac-similes piorados na internet. Dediquei-me nos últimos mêses a ler livros durante minhas insônias. Bati o recorde, de leituras e infelizmente das insônias. O lado positivo é que atualizei-me com meus autores preferidos e alguns outros que não conhecia. A lista é grande. Um deles é do texto acima, de Roy Wagner. Fabuloso seu livro, foi uma dica de meu amigo livreiro lá da livraria do Palácio das Artes, Adilson. As indicações dos links acima vieram de um de meus contatos de e-mail e o outro da revisto eletrônica que leio, a www.revistadigital.com.br. Não dá para deixar de lê-la, pois sempre tem bons textos. Tenho pelo menos o direito e dever de escolher o melhor para ler, então que escolhemos os bons.
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Metade bugre, metade alemão
No livro de Michelle Petit, “A arte de Ler”, tem uma frase de uma garota colombiana que exprime tudo aquilo que toda minha curiosidade me impõe, ela disse assim para sua professora:
“No céu eles lêem poesias, no inferno eles as explicam”.
Acho que definitivamente não sou um sujeito com uma mente para fluir poesia, felizmente ou infelizmente, talvez os dois ao mesmo tempo. Minha mente é muito racional, deixando a fruição apenas para a música, já que esta me é totalmente estranha! Se realmente tenho que fazer uma escolha, escolheria as duas, mas se for somente uma, sinto que quero ir mesmo para o inferno e tentar explicar todas as coisas e também todas as poesias que puder. Desaprendi muito cedo, agora me dou conta que sou metade bugre, metade alemão. Gosto de ir nos caminhos tortuosos pelo lado bugre, permaneço neles pela outra metade. Sou um “off-road”, agora sei fazer-me referência a mim mesmo graças a esta poesia de Manuel de Barros abaixo, será que estou deixando de ser bugre e alemão? Talvez me tornando uma pessoa melhor e tendo inspiração, afinal, dizem que 90% é transpiração e 10% inspiração. Chegou a vez da última. A seguir, um trecho do poema:
Mundo Pequeno
(do livro "O Livro das Ignorãças", Manuel de Barros)
VI
Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.
Comuniquei ao Padre Ezequiel, um meu Preceptor,
esse gosto esquisito.
Eu pensava que fosse um sujeito escaleno.
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.
Ele fez um limpamento em meus receios.
O Padre falou ainda: Manoel, isso não é doença,
pode muito que você carregue para o resto da vida
um certo gosto por nadas...
E se riu.
Você não é de bugre? - ele continuou.
Que sim, eu respondi.
Veja que bugre só pega por desvios, não anda em
estradas -
Pois é nos desvios que encontra as melhores surpresas
e os ariticuns maduros.
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
gramática.
27 dezembro, 2010
Em busca da pedra perdida
01de agosto de 2007 - aula de metereoritos
Naquela época o professor Rui Luis, o do centro, indicou-me um lugar aqui em Belo Horizonte onde podériamos ver fósseis incrustados numa pedra de granito. Esta estava colada a parede de um prédio. Como isto foi há alguns anos, não me lembrava mais o lugar com certeza. As referências que lembrava eram que estavam na fachada de um banco e talvez na Rua Espírito Santo, não lembrava do número.
Começou minha "aventura" em pleno centro da cidade procurando fósseis...
Na frente de um dos Bancos que parei para verificar, ao me ver a procurar alguma coisa, o engraxate muito gentilmente me perguntou o que eu procurava. Prontamente eu respondi, e disse que procurava fósseis numa das paredes. Não haveria como ele entender de pronto o que eu lhe havia dito, e tentando ser mais gentil, ele me apontou para a agência do Banco do Brasil, do outro lado da rua, e disse: Lá tem muita exposição".
Achei graça comigo mesmo com o mal entendido que eu mesmo provoquei. Disse que o que estava procurando era "fora do Banco" e não "dentro". Agradeci sua gentileza e me pus novamente a procurar os "fósseis" e que positivamente estes não estavam em nenhuma exposição num lugar específico, mas num sentido estrito da palavra, realmente mais amplo. Certamente os fósseis estavam a exposição há muitos anos, sem que muitos soubessem, principalmente os transeuntes.
- Acima a pedra com os fósseis que "encontrei" depois de uma procura insólita no centro de Belo Horizonte. Foto feita em 23/10/20010.
- Para apreciar a exposição de fósseis que deve ter o título de mais longa do Brasil, se não do mundo, está situada na Rua Espírito Santo, 527, no centro de Belo Horizonte.
26 dezembro, 2010
Arte em Foco, Ismail Xavier e Marília Rocha
Tive o prazer de conhecer o professor Ismail Xavier no Arte em Foco, onde ele deu uma aula de montagem vertical no cinema. Fiquei impressionado com a tamanha simplicidade de sua pessoa e da sua capacidade de transmitir aos alunos os conceitos da linguagem do cinema. Foram 3 dias muito proveitosos na primeira palestra nas novas instalações do Arte em Foco, na Funarte. Esta foi inaugurada em 25 de novembro de 2010.
Espero que continuem a proposta naquelas instalações e que sempre mantenham as verbas para tal empreendimento aqui em Belo Horizonte, já que nem sempre podemos contar com palestrantes como Rio e São Paulo. É uma chance de receber novos pensamentos e conhecer gente interessada em transmitir o que sabe e aprender também com os ouvintes.
Uma dica para os leitores deste blog, um documentário que passa numa TV Educativa pelo satélite, uma TV aberta, se não me engano é TV Escola. O nome do documentário: Como a arte mudou o mundo, documentário da BBC. Nele mostra a força da imagem e do som, principalmente este último. Vale ressaltar um dos focos da questão: a civilização romana deixou marcas nos últimos 2 mil anos em nossa história ocidental, mas o que o cientista mostra naquele documentário são os aborígines da Austrália, que conseguiram passar uma mensagem por meios visuais e sonoros para seus descendentes, e isto há pelo menos 40000 anos... Muito antes e há mais tempo que a civilização helênica ou os próprios romanos.
Baixar a apostila por aqui:
Espero que continuem a proposta naquelas instalações e que sempre mantenham as verbas para tal empreendimento aqui em Belo Horizonte, já que nem sempre podemos contar com palestrantes como Rio e São Paulo. É uma chance de receber novos pensamentos e conhecer gente interessada em transmitir o que sabe e aprender também com os ouvintes.
Uma dica para os leitores deste blog, um documentário que passa numa TV Educativa pelo satélite, uma TV aberta, se não me engano é TV Escola. O nome do documentário: Como a arte mudou o mundo, documentário da BBC. Nele mostra a força da imagem e do som, principalmente este último. Vale ressaltar um dos focos da questão: a civilização romana deixou marcas nos últimos 2 mil anos em nossa história ocidental, mas o que o cientista mostra naquele documentário são os aborígines da Austrália, que conseguiram passar uma mensagem por meios visuais e sonoros para seus descendentes, e isto há pelo menos 40000 anos... Muito antes e há mais tempo que a civilização helênica ou os próprios romanos.
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A imagem se desvanece...
Tal como foi fabricado a imagem messiânica, barbudo, cabelos desgrenhados, pobre, humilde... Agora a nova imagem de Tiradentes, ou Joaquim José da Silva Xavier, sem barba, cabelos aparados, com o chapéu de alferes também está se desfazendo, não literalmente, mas apenas nesta parede. Tiradentes é o símbolo da nossa melhor polícia militar do Brasil, a PMMG.
Tomara que esta imagem também não se perca, já que a que está diante do batalhão de Operações Especiais da PM está se desvanecendo, precisando de um retoque.
Lembrando que o alferes Tiradentes, em valor de hoje, teria em um patrimônio avaliado em 600 kilos de ouro (documentos atestam esta afirmação). Realmente ele não era pobre e não tinha barba ao ser enforcado.
Tomara que esta imagem também não se perca, já que a que está diante do batalhão de Operações Especiais da PM está se desvanecendo, precisando de um retoque.
Lembrando que o alferes Tiradentes, em valor de hoje, teria em um patrimônio avaliado em 600 kilos de ouro (documentos atestam esta afirmação). Realmente ele não era pobre e não tinha barba ao ser enforcado.
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16 julho, 2010
14 julho, 2010
Maria Eduarda, my little daughter.
I gave to this little dog toy that it makes swing while play saxofone. It also made success with the adults. All asked to me if I was selling the toy, since it still was with the label hang and I with my immense luggage of photographer walking for cities of Caxambu and Baependi.
Dei este cachorrinho que faz um gingado enquanto toca o saxofone. Fez sucesso inclusive com os adultos. Todos me perguntavam se eu estava vendendo o brinquedo, já que ele ainda estava com a etiqueta e eu com minha imensa mala de fotógrafo andando por Caxambu e Baependi.
Dei este cachorrinho que faz um gingado enquanto toca o saxofone. Fez sucesso inclusive com os adultos. Todos me perguntavam se eu estava vendendo o brinquedo, já que ele ainda estava com a etiqueta e eu com minha imensa mala de fotógrafo andando por Caxambu e Baependi.
23 junho, 2010
Márcia Tiburi, novamente no Projeto Sempre Um Papo
Ontem estive no bate-papo com Márcia Tiburi, no Projeto Sempre Um Papo. Foi o segundo encontro que tive (quase que) pessoalmente com a escritora-filósofa, ou filósofa-escritora. Do último encontro aqui mesmo em Belo Horizonte, além da troca do local, de uma sala pequena do Palácio das Artes, e que ontem foi no grande auditório da Cemig, Márcia estava mais sóbria, com vestido de noite, talvez para sair com algum casal de amigos após a palestra do livro recém-lançado: O Manto. Que irei ler com afinco, já que não me considero um leitor à altura, mas terei persistência em no mínimo, chegar ao seu fim.
Notei que Marcelo Kraiser, estava presente, acompanhado, por isso imagino um encontro mais formal entre os 3 amigos intelectuais. Aproveitando desta forma a vinda aqui na capital mineira.
Com todo o respeito, e se não tivesse imaginado tal situação, a do jantar entre amigos, eu gostaria de tê-la convidado para jantar, ao invés de fazer uma pergunta sobre filosofia. Nada de romantismo ou qualquer outra segunda ou terceiras intenções. Mas somente para não só conhecer uma escritora pessoalmente, que fosse por algumas horas, mas para que nossa provável conversa, se houvesse, fosse uma medida para que eu me avaliasse como pessoa humana. Se toda inquietação que reside em mim poderia ter ressonância com uma pessoa que aparentemente admiro, já que com todo seu jeito difícil de falar, talvez me encontrasse nesse diálogo, e que não acabasse num monólogo.
Pena que não pude tirar fotos, já que não levei minha quase que inseparável câmara fotográfica. Já estava com muito peso nas costas para levar mais um equipamento. Mas sua imagem já está gravada na minha máquina fotográfica celebral. Seu salto alto com meias pretas. O mesmo salto que, ao contrário de suas palávra firmes, deu uma escorregadinha ao entrar no auditório Cemig. Ela não passaria por isso se tivesse vindo de tenis, tal qual o lançamento anterior, do livro, Magnólia. Neste tirei várias fotos, inclusive de seu tênis.
Tive a chance de perguntar a ela uma frase que li em um do livros, de Steve Pinker (Canadense) ou de Antônio Damásio (Português). Uma epígrafe na lápide que o próprio René Descartes mandou inserir:
"Vive-se bem quem esconde-se bem", isto a tradução literal. Como isto não soa bem fora do meio filosófico, prosodiei (criar uma sonoridade para a frase) minha própria tradução:
"Uma vida bem vivida é uma vida escondida". Acho que para um ambiente muito machista, posso usá-la sem receber chacotas de meus colegas, pois esconder pode ser um pouco...você sabe.... Afinal que disse isto foi o pai do racionalismo moderno, no século da luz. A resposta dela a pergunta você leitor pode ver no programa Sempre Um Papo da TV Câmara.
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15 junho, 2010
Os dias estão muito monótonos...
Como de costume, chego em minha cidade natal, e busco minha filha na casa de sua avó paterna, minha querida mãe, que cuida dela já há 4 anos. Já vamos direto para o hotel, que fica no centro de Caxambu. No sábado pela manhã vamos para o Parque das Águas fazermos o que todo turista faz: passear e curtir a natureza previlegiada daquele lugar. Eu tenho uma máquina fotográfica e minha filha tem a dela. Já estou ensinando ela a ser primeiro uma boa pessoa, segundo ser uma boa fotógrafa. Ela já sabe de cor os principais atributos que idealizei para que possa usar a máquina. Mas como tudo nesta idade é fugaz, no final de nossa jornada ela reclamou que "os dias estavam muito monótonos!".
Nossa! Pensei comigo, tenho que melhorar as iniciativas de gasto de energia. Que tal para-quedismo? Muito vento no rosto! Daí aceitei o convite para domingo nós irmos passear de avião com meu primo Frederico. Agora ela não poderia mais dizer que os DIAS ESTAVAM MONÓTONOS!!!!
Foi muito divertido, basta ver o rosto dela! Depois que o efeito da adrenalina passou, ela me interpelou:
_ Papai, da próxima vez quero ir na frente!!!!
Pensei que ela fosse pedir para pilotar!!!
Nossa! Pensei comigo, tenho que melhorar as iniciativas de gasto de energia. Que tal para-quedismo? Muito vento no rosto! Daí aceitei o convite para domingo nós irmos passear de avião com meu primo Frederico. Agora ela não poderia mais dizer que os DIAS ESTAVAM MONÓTONOS!!!!
Foi muito divertido, basta ver o rosto dela! Depois que o efeito da adrenalina passou, ela me interpelou:
_ Papai, da próxima vez quero ir na frente!!!!
Pensei que ela fosse pedir para pilotar!!!
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14 junho, 2010
La Traviata
Minha filhinha de 8 anos viu estas fotos e disse:
_ Oh papai, você foi a um casamento! De quem foi?
Hehehehe...
_ Disse a ela que era uma ópera, onde as pessoas representavam e cantavam ao mesmo tempo. E se pudesse, meu sonho era levá-a a uma, desde que fosse alegre...
_ Oh papai, você foi a um casamento! De quem foi?
Hehehehe...
_ Disse a ela que era uma ópera, onde as pessoas representavam e cantavam ao mesmo tempo. E se pudesse, meu sonho era levá-a a uma, desde que fosse alegre...
Fácil e Difícil
Acho que Carlos Drumond sempre foi criança, pois escrever as palavras abaixo é um exercício de otimismo para quem já passou da infância, pois não encontramos muitas pessoas para exercer positivamente o que ele escreve, basta sair por aí, e num primeiro instante começamos a computar o "mais valia" sobre as palavras e intenções dos que acabamos de conhecer.
No fim de semana passado, reclamei muito de minha filha, pois ela não estava obedecendo (desobediência). Ela saía de perto de mim num hotel grande e corredores enormes. Medo de pai que minha filha me chamou de "rabugento". Achei graça no início, mas acabei levando a sério suas palavras, o que levou-me a uma decisão precipitada mais tarde.
Passado algum tempo, ela veio a mim, lançando mão de argumentos poderosos, ou melhor, do poder das lágrimas. Pediu para dormir com a coleguinha que conhecera no dia anterior, dizendo que sentia falta de uma família, afinal, a amiguinha estava com o pai e a mãe, e ela não conhecia esta convivência. Conversei com a mãe da outra garota e esta concordou.
No dia seguinte fui buscá-la. Sem maldade perguntei a ela se havia aprendido algo. Ela indicou com um gesto de cabeça que sim. Perguntei o que? Ela me disse que a amiguinha sofria maustratos com a mãe, e que esta logo de manha bateu na filha usando a calça jeans como "reio".
Não sei porquê a razão de minha pergunta, sobre o que ela teria aprendido, foi involuntária, mas acabou sendo precisa. Eu disse-lhe que todas as famílias tem problemas, e que a nossa, apesar de ser separada, não era ainda um problema tão grande quanto o que ela imaginava.
Abaixo o texto de Carlos Drumond de Andrade
FÁCIL E DIFÍCIL
Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer...
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros...
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso...
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo lhe deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece...
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã.
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa...
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração...
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto...
Fácil é brincar como um tolo.
Difícil é ter que ser sério...
Fácil é dizer "oi", ou "como vai ?".
Difícil é dizer "adeus"...
Fácil é abraçar, apertar a mão.
Difícil é sentir a energia que é transmitida...
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só...
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência...
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta...
Fácil é querer ser o que quiser.
Difícil é ter certeza do que realmente és...
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)...
Fácil é beijar.
Difícil é entregar a alma...
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém...
Fácil é ferir quem nos ama.
Difícil é tentar curar esta ferida...
Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las...
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho...
Fácil é exibir sua vitória a todos.
Difícil é assumir a sua derrota com dignidade...
Fácil é admirar uma lua cheia.
Difícil é enxergar sua outra face...
Fácil é viver o presente.
Difícil é se desvencilhar do passado...
Fácil é saber que está rodeado pôr pessoas queridas.
Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas...
Fácil é tropeçar em uma pedra.
Difícil é levantar de uma queda, com ferimentos...
Fácil é desfrutar a vida a cada dia.
Difícil é dar o verdadeiro valor a ela...
Fácil é rezar todas as noites.
Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas...
Carlos Drumond de Andrade
No fim de semana passado, reclamei muito de minha filha, pois ela não estava obedecendo (desobediência). Ela saía de perto de mim num hotel grande e corredores enormes. Medo de pai que minha filha me chamou de "rabugento". Achei graça no início, mas acabei levando a sério suas palavras, o que levou-me a uma decisão precipitada mais tarde.
Passado algum tempo, ela veio a mim, lançando mão de argumentos poderosos, ou melhor, do poder das lágrimas. Pediu para dormir com a coleguinha que conhecera no dia anterior, dizendo que sentia falta de uma família, afinal, a amiguinha estava com o pai e a mãe, e ela não conhecia esta convivência. Conversei com a mãe da outra garota e esta concordou.
No dia seguinte fui buscá-la. Sem maldade perguntei a ela se havia aprendido algo. Ela indicou com um gesto de cabeça que sim. Perguntei o que? Ela me disse que a amiguinha sofria maustratos com a mãe, e que esta logo de manha bateu na filha usando a calça jeans como "reio".
Não sei porquê a razão de minha pergunta, sobre o que ela teria aprendido, foi involuntária, mas acabou sendo precisa. Eu disse-lhe que todas as famílias tem problemas, e que a nossa, apesar de ser separada, não era ainda um problema tão grande quanto o que ela imaginava.
Abaixo o texto de Carlos Drumond de Andrade
FÁCIL E DIFÍCIL
Falar é completamente fácil, quando se têm palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer...
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros...
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ela deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas horas e dizer sempre a verdade quando for preciso...
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo lhe deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece...
Fácil é viver sem ter que se preocupar com o amanhã.
Difícil é questionar e tentar melhorar suas atitudes impulsivas e às vezes impetuosas, a cada dia que passa...
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração...
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto...
Fácil é brincar como um tolo.
Difícil é ter que ser sério...
Fácil é dizer "oi", ou "como vai ?".
Difícil é dizer "adeus"...
Fácil é abraçar, apertar a mão.
Difícil é sentir a energia que é transmitida...
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só...
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência...
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta...
Fácil é querer ser o que quiser.
Difícil é ter certeza do que realmente és...
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar (ou vice-versa)...
Fácil é beijar.
Difícil é entregar a alma...
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém...
Fácil é ferir quem nos ama.
Difícil é tentar curar esta ferida...
Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las...
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho...
Fácil é exibir sua vitória a todos.
Difícil é assumir a sua derrota com dignidade...
Fácil é admirar uma lua cheia.
Difícil é enxergar sua outra face...
Fácil é viver o presente.
Difícil é se desvencilhar do passado...
Fácil é saber que está rodeado pôr pessoas queridas.
Difícil é saber que está se sentindo só no meio delas...
Fácil é tropeçar em uma pedra.
Difícil é levantar de uma queda, com ferimentos...
Fácil é desfrutar a vida a cada dia.
Difícil é dar o verdadeiro valor a ela...
Fácil é rezar todas as noites.
Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas...
Carlos Drumond de Andrade
09 junho, 2010
The Fidler, Mr. Sérgio
Meu amigo das conversas de rua lá em Divinópolis, época em que todos saíam de casa à pé, e se encontravam para aqueles "papos cabeça" lá na Rua 21 de abril, na Savassinha. Ele tem um irmão gêmeo, o Sandro, também conhecido meu daquela época. Bons tempos.
29 maio, 2010
18 março, 2010
A cadeira de rodas
Passeava com minha filha no Parque das Águas de Caxambu, quando vimos uma mulher numa cadeira de rodas, daquelas elétricas e com comando eletrônico. Maria Eduarda ficou impressionada com a situação, tavez tanto com a questão técnica quanto a questão humana.
No dia seguinte, nós de volta ao parque, ela reparou alguns cabelos brancos na minha cabeça e disse:
_Papai, quando você estiver com a cabeça branquinha, e se eu tiver dinheiro até lá, comprarei aquela cadeira de rodas para você não ter que fazer esforço algum...
Levei isto como um grande gesto de gentileza por parte dela...(hehehehe)
Sérgio Sarkis
Este é o Sérgio Sarkis. Mais uma foto que tirei para a série de pessoas peculiares de Caxambu, que de alguma maneira fazem de Caxambu uma cidade agradável e hopitaleira. Desde que era pequeno, me lembro dele com suas roupas leves e coloridas.
04 março, 2010
Esta geração Z
Estava contando uma estória para minha filhinha, e como sempre estava sendo uma estorinha do jeito da geração Z. Ela ia interferindo na narrativa, e que fazia eu mudar todo o rumo a cada intervenção dela. Muitas vezes a própria estória terminava na primeira etapa, já que ela não deixa que eu maltrate nenhum animal ou até mesmo os mostros das minhas estórias. Mas vamos retormar o acontecido. Comecei escolhendo uma estória que continha um labirinto e uma busca. Disse que no meu bornal, havia alguns pães, que pequeva pequenos pedaços e jogava no chão para que me guiasse na volta, e para não me perder no labirinto. Daí vendo este possível problema, ela já foi parando a narrativa e disse:
_ Papai, pão não, use um navegador!
Desta vez não foi o receio de algum bicho passar algum aperto na estória, mas toda a narrativa iria girar em torno da perda do caminho de volta com os pássaros comendo os pedaços de pão. O que ela ainda não sabia evidentemente. Mas desta vez, usando o navegador, tive então que dizer que as pilhas acabaram, ao invés da intervenção dos pássaros...
08 janeiro, 2010
A importância de mantermos a harmonia
No último dia do ano, perguntei a minha filhinha o que ela tinha aprendido de mais importante comigo este ano.
Ela me respondeu:
_ A harmonia, manter a harmonia entre as pessoas.
A gente tem que dar valor ao que nossos filhos pensam da gente e não o que os outros dizem a eles que somos.
Tenho comigo a impressão que ela pensa assim por que viu ano passado eu voltando a conversar com a avó dela, insistindo para que ela fale ao telefone com a mãe dela, e principalmente depois que segui um conselho dela sobre uma situação crítica que estava enfrentando. Que conto a seguir:
Alguém estava arranhando o meu carro, e fez isto por 4 vezes seguidas. Não tenho dúvidas sobre quem foi. Num destes dias que fui a Caxambu, minha filha viu o arranhão mais profundo, e me perguntou o que havia acontecido, eu expliquei a questão. Não sei o porquê da explicação, não esperava que ela me respondesse algo.
Mas foi então que ela me disse:
_ Papai, não fale nada com ela, finja que não ocorreu nada que a pessoa para de arranhar seu carro.
Foi o que fiz, e não é que não manifestando minha "raiva" a pessoa parou de fazer o mal. Acho que minha filha é uma filósofa estóica!!!
Eu aprendo mais com ela, tenho certeza, apesar do início do texto eu ter me colocado de forma professoral, mas pai é pai, acaba que temos que ter o retorno deles para nos balizarmos melhor, por isso a pergunta.
Boa noite a todos.
Ela me respondeu:
_ A harmonia, manter a harmonia entre as pessoas.
A gente tem que dar valor ao que nossos filhos pensam da gente e não o que os outros dizem a eles que somos.
Tenho comigo a impressão que ela pensa assim por que viu ano passado eu voltando a conversar com a avó dela, insistindo para que ela fale ao telefone com a mãe dela, e principalmente depois que segui um conselho dela sobre uma situação crítica que estava enfrentando. Que conto a seguir:
Alguém estava arranhando o meu carro, e fez isto por 4 vezes seguidas. Não tenho dúvidas sobre quem foi. Num destes dias que fui a Caxambu, minha filha viu o arranhão mais profundo, e me perguntou o que havia acontecido, eu expliquei a questão. Não sei o porquê da explicação, não esperava que ela me respondesse algo.
Mas foi então que ela me disse:
_ Papai, não fale nada com ela, finja que não ocorreu nada que a pessoa para de arranhar seu carro.
Foi o que fiz, e não é que não manifestando minha "raiva" a pessoa parou de fazer o mal. Acho que minha filha é uma filósofa estóica!!!
Eu aprendo mais com ela, tenho certeza, apesar do início do texto eu ter me colocado de forma professoral, mas pai é pai, acaba que temos que ter o retorno deles para nos balizarmos melhor, por isso a pergunta.
Boa noite a todos.
05 janeiro, 2010
Acidente com criança no Kart em São Lourenço
Tinha acabado de chegar ao kartódromo de São Lourenço. Era sábado, cerca de 15:00 horas. Fui logo na beira da pista, perto da curva que dá entrada para os boxes. Foi quando vi um dos carrinhos cortando pela direita e forçando a passagem, muito rápido. Como não conseguria passar por um espaço tão pequeno o carrinho bateu nos peneus e toda força voltou-se contra o carrinho ao lado. Foi então que o kart desgovernado subiu sobre o outro e passando por cima deste. Ao cair na pista, vi a cabeça da pequena pilota sendo arremessada para frente e para trás.
Quando o corpo da garota acomodou-se no banco e sua cabeça estava voltada para trás, todos notaram que ela havia desmaiado.
Ficou assim por todo o tempo de espera da viatura do Samu, que não aparecia.
Um cidadão se apresentou como enfermeiro da Marinha na ativa, o de camisa azul da foto. Então com extremo cuidado a garota foi colocada sob uma tábua improvisada e usando cintos de calças cedidas pelas pessoas que estavam ao redor.
Passados quase meia hora a ambulância do Samu chegou e a garota foi devidamente imobilizada para ser levada em segurança para um hospital.
Tirei estas fotos com o cuidado para não aparecer o rosto da garota, e para que outros pais saibam que é muito perigoso deixar crianças dirigirem aqueles carros. Que os próximos clientes que venham a frequentar aquele circuito, peçam para que as autoridades instituídas de São Lourenço exijam um recurso mínimo de equipamento e treinamento de primeiros socorros para os empregados desta empresa prestadora de serviços de entreterimento. Se shopping Center tem uma brigada de incêndio, num conjunto de diversos que aquele ponto oferece, kart, arvorismo e paint-ball, deve haver um mínimo para oferecer em segurança.
Foi informado que a garota ficou bem no hospital, assim espero.
Quando o corpo da garota acomodou-se no banco e sua cabeça estava voltada para trás, todos notaram que ela havia desmaiado.
Ficou assim por todo o tempo de espera da viatura do Samu, que não aparecia.
Um cidadão se apresentou como enfermeiro da Marinha na ativa, o de camisa azul da foto. Então com extremo cuidado a garota foi colocada sob uma tábua improvisada e usando cintos de calças cedidas pelas pessoas que estavam ao redor.
Passados quase meia hora a ambulância do Samu chegou e a garota foi devidamente imobilizada para ser levada em segurança para um hospital.
Tirei estas fotos com o cuidado para não aparecer o rosto da garota, e para que outros pais saibam que é muito perigoso deixar crianças dirigirem aqueles carros. Que os próximos clientes que venham a frequentar aquele circuito, peçam para que as autoridades instituídas de São Lourenço exijam um recurso mínimo de equipamento e treinamento de primeiros socorros para os empregados desta empresa prestadora de serviços de entreterimento. Se shopping Center tem uma brigada de incêndio, num conjunto de diversos que aquele ponto oferece, kart, arvorismo e paint-ball, deve haver um mínimo para oferecer em segurança.
Foi informado que a garota ficou bem no hospital, assim espero.
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